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Doação de medula óssea cresce 8% na Unicamp, mas número ainda é insuficiente

O número de pessoas cadastradas como doadoras de medula óssea no Hemocentro da Unicamp cresceu mais de 8% no último ano. Apesar do avanço, especialistas alertam que o volume ainda

Doação de medula óssea cresce 8% na Unicamp, mas número ainda é insuficiente
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O número de pessoas cadastradas como doadoras de medula óssea no Hemocentro da Unicamp cresceu mais de 8% no último ano. Apesar do avanço, especialistas alertam que o volume ainda está longe do ideal para atender a demanda de pacientes que aguardam por um transplante.

Isso porque encontrar um doador compatível não é simples. Quando não há compatibilidade entre familiares, o que acontece na maioria dos casos, a busca depende de bancos de dados nacionais e internacionais. E quanto maior o número de cadastrados, maiores são as chances de encontrar alguém compatível.

Do Paraná para Campinas para salvar uma vida

Foi o que aconteceu com a jovem Eduarda Drescher, que se cadastrou como doadora há cinco anos, em Maringá, no Paraná, e recentemente foi chamada para doar para um paciente que não conhece.

Ela veio até o Hospital de Clínicas da Unicamp para realizar o procedimento e descreveu a mistura de sentimentos antes da doação.

“Estou feliz, um pouco ansiosa, um pouco com medo também, meio que não sei como é o processo, né? E a ansiedade assim, amiúde como vai ser de feliz estar salvando uma vida grata né”, contou.

Antes da doação, Eduarda passou por um preparo de cinco dias, com a aplicação de medicamentos que estimulam o organismo a produzir células-tronco, fundamentais para o transplante.

Procedimento é simples e não envolve cirurgia

Ao contrário do que muitos imaginam, a doação de medula óssea, na maioria dos casos, não exige cirurgia.

Segundo o enfermeiro Emerson Amaro, o procedimento é semelhante a uma doação de sangue.

“Então, por um braço, a máquina está extraindo o sangue, faz a separação das células de interesse, no outro braço o sangue já está retornando para ela. Então, basicamente, o que nós temos aqui é um volume que nós chamamos de extracorporal quer dizer que está fora do corpo de uns 150 a 200 ml de sangue então mesmo que se houvesse a necessidade de ter uma interrupção não haveria nenhum tipo de prejuízo”, explicou.

Durante o processo, o sangue passa por uma máquina que separa apenas as células-tronco necessárias para o transplante, enquanto o restante retorna ao corpo do doador.

Como funciona o cadastro

Para se tornar um doador, o primeiro passo é simples: basta procurar um hemocentro e autorizar a inclusão no cadastro nacional.

No local, é coletada uma pequena amostra de sangue, que passa por análise genética para identificar características que serão cruzadas com as de pacientes que precisam do transplante.

Essas informações passam a integrar o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), que também se conecta a bancos internacionais.

Mesmo com milhões de pessoas cadastradas, a chance de encontrar compatibilidade ainda é considerada baixa, especialmente fora do núcleo familiar.

Um gesto que pode salvar vidas

A experiência da Eduarda reforça o impacto da doação.

“Você ser compatível com uma pessoa que você nunca viu, não é da sua família, não é Você não sabe da pessoa, não sabe onde ela é, uma coisa é uma coisa divina mesmo”, disse.

Para pacientes com doenças graves, como leucemias e outras enfermidades do sangue, o transplante de medula óssea pode representar a única chance de cura.

Serviço: como se tornar doador

Para se cadastrar como doador de medula óssea, é necessário:

  • Ter entre 18 e 35 anos
  • Estar em bom estado geral de saúde
  • Não ter doenças infecciosas ou incapacitantes

O cadastro é gratuito e pode ser feito no Hemocentro da Unicamp.

Mais informações estão disponíveis pelo telefone: 0800 722 8432.

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