O Departamento de Vigilância em Saúde de Campinas, o Devisa, emitiu um alerta aos profissionais da rede pública e privada sobre o risco de casos importados de sarampo no município. Apesar de a cidade não registrar ocorrências recentes da doença, a preocupação aumentou por causa do cenário internacional.
O comunicado tem caráter preventivo e busca evitar que o sarampo volte a circular em Campinas. Os últimos casos registrados no município foram em 2020. Ainda assim, o cenário fora do país acende o sinal de atenção. Há surtos em países como os Estados Unidos, Canadá e México. A Organização Pan-Americana da Saúde já emitiu um alerta epidemiológico para a região das Américas.
Campinas entra nesse radar por causa do grande fluxo de viajantes. O Aeroporto Internacional de Viracopos é uma das principais portas de entrada do país. Além disso, a cidade conta com malha rodoviária movimentada, universidades, empresas e, neste período, registra aumento na circulação de pessoas por causa do retorno das férias e do início do ano letivo.
No documento encaminhado aos serviços de saúde, o Devisa orienta que os profissionais ampliem a suspeita clínica para pacientes com febre e manchas vermelhas pelo corpo. A recomendação é que haja notificação imediata à Vigilância, coleta de exames e adoção de medidas rápidas de isolamento.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida por gotículas respiratórias eliminadas na fala, na tosse e no espirro. Por isso, a detecção precoce é considerada essencial para evitar a transmissão. Um caso importado, ou seja, contraído fora da cidade, pode provocar surtos se não for identificado a tempo.
Nos últimos dez anos, Campinas registrou números expressivos da doença. Em 2019, foram confirmados 173 casos em moradores do município. Em 2020, houve 35 confirmações. Desde então, não há novos registros.
A principal forma de prevenção continua sendo a vacinação. Em 2025, Campinas atingiu quase 99 por cento de cobertura na primeira dose da tríplice viral e pouco mais de 92 por cento na segunda dose.
A vacina está disponível nos 69 centros de saúde da cidade, sem necessidade de agendamento. Crianças de 12 a 15 meses devem receber duas doses. Adultos que nunca foram vacinados precisam completar o esquema. Pessoas com até 29 anos devem tomar duas doses. Já quem tem entre 30 e 59 anos deve receber uma dose.
A orientação das autoridades é manter a carteira de vacinação atualizada para reduzir o risco de reintrodução do vírus no município.