O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve em Valinhos nesta terça-feira (3) e anunciou a inclusão do exame de sequenciamento completo do Exoma no Sistema Único de Saúde (SUS) para diagnóstico de doenças raras. No estado de São Paulo, a coleta das amostras será realizada pelo Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas.
Segundo estimativa do Ministério da Saúde, cerca de 13 milhões de brasileiros convivem com alguma doença rara. Atualmente, aproximadamente 7 mil doenças desse tipo já foram catalogadas. Desse total, cerca de 70% têm origem genética e podem ser identificadas por meio do sequenciamento completo do Exoma – exame capaz de mapear partes específicas do DNA para apontar o diagnóstico preciso e permitir o início mais rápido do tratamento.
Com a adesão ao programa federal, o Hospital de Clínicas da Unicamp passa a ser o único hospital paulista habilitado para coletar amostras destinadas ao exame na rede pública. O material recolhido em Campinas será encaminhado para análise em dois laboratórios credenciados pelo Ministério da Saúde, ambos no Rio de Janeiro: o Instituto Nacional de Cardiologia e a Fiocruz.
Até então, o sequenciamento completo do Exoma era realizado apenas na rede privada, devido à complexidade e ao alto custo do procedimento. Especialistas destacam que a oferta do exame pelo SUS representa um avanço no diagnóstico precoce e na definição de tratamentos mais direcionados.
Para representantes de associações de pacientes, a medida amplia o acesso à saúde e reduz o tempo de espera por um diagnóstico definitivo, o que pode impactar diretamente na qualidade de vida dos pacientes.
De acordo com o Ministério da Saúde, o laboratório do Instituto Nacional de Cardiologia já recebe amostras de 13 serviços habilitados em 10 estados. Em março e abril, outros 23 serviços devem ser credenciados, contemplando mais seis estados. A previsão é que, até o fim do ano, os dois laboratórios estejam operando com capacidade total.
