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Decisão das famílias, recusa a doação de órgãos cresce no estado de São Paulo

Dados obtidos pelo Grupo EP mostram que a fila por transplantes cresceu em SP em 2025
Decisão das famílias, recusa a doação de órgãos cresce no estado de São Paulo
Foto: Albari Rosa/AEN/Governo do Paraná

Dados obtidos pelo Grupo EP, via Lei de Acesso à Informação, mostram que o número de recusas familiares à doação de órgãos cresceu, no intervalo de um ano, no estado de São Paulo. 

Em 2024, a base estadual havia contabilizado 724 registros. Já em 2025, foram 748 recusas. 

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Uma alta que também foi observada na OPO (Organização de Procura de Órgãos) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), e que atende 124 municípios. Foram 94 casos há dois anos, e 106 no ano passado. 

Um cenário que faz aumentar a agonia de quem mais precisa, como a Keyla, que está à espera de um transplante de córnea. A única alternativa para o diagnóstico de ceratocone. 

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a Keyla fazia parte da fila que reunia 7.014 pessoas à espera de uma córnea em São Paulo em 2025. 

O índice só fica atrás da fila de espera pelo transplante de rins, que tinha 19.854 pessoas, também no ano passado. 

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A coordenadora do Serviço de Transplante Hepático da Unicamp, Ilka Boin, lamenta que, tradicionalmente, o índice de recusa familiar é alto, e provocado por um percentual elevado de notícias falsas. 

Ilka Boin explica que um órgão só pode ser doado a partir da confirmação da morte cerebral. Esse diagnóstico só é dado após um rigoroso protocolo hospitalar. 

Se você ainda não se convenceu da importância de doar órgãos, quem sabe o Roberto pode dar uma força nisso. Apaixonado por ciclismo, ele comemorou, neste mês, 30 anos do transplante de fígado que fez ele vencer o cansaço e se tornar um exemplo de vitalidade entre os amigos. 

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, 27.841 pessoas estavam na fila por transplante no final do ano passado em São Paulo. 

Ser doador não é uma burocracia. É um gesto de transparência, em vida, com a própria família, a única que pode autorizar o transplante dos órgãos de uma pessoa quando acontece o diagnóstico de morte encefálica. 

Portanto, converse com a sua família. Faça a sua parte. 

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