Em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e a um cenário de incertezas no comércio internacional, produtores e empresários brasileiros acompanham com atenção os possíveis impactos nas relações entre Brasil e Irã.
Em 2025, a Irã foi o principal destino das exportações brasileiras de milho, respondendo por 23% das vendas externas do produto.
Além do milho, soja e açúcar completam a maior parte da pauta exportadora para o país, somando cerca de 90% do total embarcado. Ainda assim, quando se observa o conjunto das exportações brasileiras, o mercado iraniano representa menos de 1% de tudo o que o Brasil vende ao exterior.
Ou seja, apesar de relevante para produtos específicos, o Irã não é um dos principais parceiros comerciais do país no volume total de negócios. Além disso, como se trata majoritariamente de alimentos – itens de alta demanda global, especialistas avaliam que, mesmo em caso de agravamento da crise, o Brasil teria condições de redirecionar essas vendas para outros mercados – como detalha o economista Ricardo Buso.
Mas é no sentido inverso da balança comercial que pode estar o maior ponto de atenção. Em 2025, o Brasil importou do Irã cerca de 84 milhões de dólares, sendo que quase 80% desse valor corresponde a fertilizantes nitrogenados, usados na produção de ureia, insumo essencial para a agricultura.
Oficialmente, o Irã responde por menos de 2% das importações brasileiras desse tipo de produto. No entanto, por causa de restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos, parte das negociações ocorre por meio de triangulação — quando o produto é registrado como vindo de outro país, mas tem origem iraniana.
Não há previsão de desabastecimento, mas há risco de alta nos preços.
Na região de cobertura da CBN Campinas, onde o agronegócio tem peso importante na economia, produtores já monitoram o cenário internacional. Além disso, municípios como Campinas e Itu registraram importações expressivas de insumos iranianos voltados às indústrias química e farmacêutica.
Por outro lado, as exportações regionais para o Irã são praticamente inexistentes, o que reduz o risco de impacto direto nas vendas externas locais.
Diante do cenário, especialistas recomendam cautela e diversificação de fornecedores, enquanto o mercado aguarda os desdobramentos da crise internacional.
Em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e a um cenário de incertezas no comércio internacional, produtores e empresários brasileiros acompanham com atenção os possíveis impactos nas relações entre Brasil e Irã.
Em 2025, a Irã foi o principal destino das exportações brasileiras de milho, respondendo por 23% das vendas externas do produto.
Além do milho, soja e açúcar completam a maior parte da pauta exportadora para o país, somando cerca de 90% do total embarcado. Ainda assim, quando se observa o conjunto das exportações brasileiras, o mercado iraniano representa menos de 1% de tudo o que o Brasil vende ao exterior.
Ou seja, apesar de relevante para produtos específicos, o Irã não é um dos principais parceiros comerciais do país no volume total de negócios. Além disso, como se trata majoritariamente de alimentos — itens de alta demanda global, especialistas avaliam que, mesmo em caso de agravamento da crise, o Brasil teria condições de redirecionar essas vendas para outros mercados – como detalha o economista Ricardo Buso.
Mas é no sentido inverso da balança comercial que pode estar o maior ponto de atenção. Em 2025, o Brasil importou do Irã cerca de 84 milhões de dólares, sendo que quase 80% desse valor corresponde a fertilizantes nitrogenados, usados na produção de ureia, insumo essencial para a agricultura.
Oficialmente, o Irã responde por menos de 2% das importações brasileiras desse tipo de produto. No entanto, por causa de restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos, parte das negociações ocorre por meio de triangulação — quando o produto é registrado como vindo de outro país, mas tem origem iraniana.
Não há previsão de desabastecimento, mas há risco de alta nos preços.
Na região de cobertura da CBN Campinas, onde o agronegócio tem peso importante na economia, produtores já monitoram o cenário internacional. Além disso, municípios como Campinas e Itu registraram importações expressivas de insumos iranianos voltados às indústrias química e farmacêutica.
Por outro lado, as exportações regionais para o Irã são praticamente inexistentes, o que reduz o risco de impacto direto nas vendas externas locais.
Diante do cenário, especialistas recomendam cautela e diversificação de fornecedores, enquanto o mercado aguarda os desdobramentos da crise internacional.
Fonte de dados: ComexStat / Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços