A falta da ciclofosfamida, medicamento essencial no tratamento de diversos tipos de câncer, tem gerado preocupação entre pacientes e profissionais de saúde em Campinas e em todo o Brasil.
O remédio, utilizado há décadas em quimioterapia e também no tratamento de doenças autoimunes graves, está em falta após um problema técnico na fábrica da única empresa autorizada a produzir a substância no país.
Tratamentos atrasados e insegurança
A escassez já impacta diretamente pacientes. Em alguns casos, o tratamento precisa ser adiado ou substituído por alternativas menos eficazes.
Pacientes relatam insegurança diante da mudança de protocolos médicos e da incerteza sobre quando o medicamento voltará a ser disponibilizado.
Especialistas alertam que, em determinados tipos de câncer, a ciclofosfamida é insubstituível e essencial para o sucesso do tratamento.
Risco para pacientes
Segundo a Associação Brasileira de Hematologia, a falta do medicamento pode comprometer tratamentos de doenças graves, como linfomas, leucemias e casos que exigem transplante de medula óssea.
A ausência do remédio pode impactar diretamente a sobrevida dos pacientes, principalmente quando o início do tratamento é urgente.
Medidas emergenciais
O Ministério da Saúde informou que realizou a compra emergencial de medicamentos no exterior para tentar regularizar o abastecimento.
Já a Anvisa informou que analisa, em caráter prioritário, o registro de novos fornecedores, mas não há prazo definido para conclusão.
O laboratório responsável pela produção confirmou que houve interrupção técnica na fábrica, com impacto global no fornecimento. A produção foi retomada, mas ainda com capacidade reduzida.
A expectativa é de normalização gradual ao longo de 2026.
Enquanto o abastecimento não é restabelecido, pacientes seguem enfrentando dificuldades para manter os tratamentos, em um cenário considerado crítico por especialistas.
