O Ministério Público e a Polícia Civil de São Paulo fizeram uma operação contra um grupo suspeito de sequestrar um operador de criptoativos e lavar dinheiro. A ação teve como objetivo cumprir seis mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão contra integrantes da suposta organização criminosa.
A investigação foi conduzida pelo 34º Distrito Policial, no Morumbi, e apurou o sequestro ocorrido em fevereiro de 2025. Segundo a polícia, o crime teria sido motivado por uma tentativa frustrada de movimentar cerca de 70 milhões de reais, valor ligado a um furto milionário contra uma instituição financeira. O dinheiro acabou bloqueado, o que teria levado o grupo a partir para a extorsão.
De acordo com o inquérito, a vítima foi abordada em um shopping na zona sul da capital paulista e levada para um sítio em Santa Isabel. No local, sofreu agressões físicas e ameaças. Os suspeitos forçaram o operador a fornecer senhas bancárias e acesso aos celulares, além de simular a venda de um site de apostas para tentar justificar as transferências financeiras.
As investigações também apontaram ameaças com menções a uma facção criminosa e intimidações envolvendo o chamado tribunal do crime. A análise de dados extraídos de celulares apreendidos mostrou que o sequestro foi planejado com antecedência, incluindo o monitoramento da rotina da vítima.
Entre os investigados está um guarda municipal da cidade de Indaiatuba, que teria participado das conversas sobre o planejamento do crime. As mensagens analisadas indicam discussões sobre uso de veículos e violência contra a vítima.
A Justiça autorizou prisões temporárias por 30 dias, consideradas essenciais para a segurança da vítima e o avanço das investigações. Também foi determinada a quebra de sigilo telemático para identificar outros envolvidos e entender a estrutura completa do grupo criminoso.
A Secretaria de Segurança Pública de Indaiatuba informou que tomou conhecimento da operação e se coloca à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
