A Prefeitura de Hortolândia cobrou explicações da Sabesp e exigiu compensação financeira aos moradores após reclamações sobre odor e gosto na água distribuída no município. A cobrança ocorreu em reunião com representantes da concessionária.
Como encaminhamento, o município formalizou uma notificação administrativa à Sabesp. O documento pediu transparência, medidas corretivas imediatas, apresentação de um plano de contingência e ressarcimento aos consumidores afetados. A Prefeitura avaliou que o serviço ficou abaixo do esperado e gerou transtornos e gastos extras à população.
Além da compensação, o município exigiu o envio de relatórios e análises que comprovem a potabilidade da água e a identificação precisa da origem do problema. A Prefeitura também pediu ações concretas para evitar novos episódios.
Segundo a Sabesp, o problema foi resolvido com a aplicação de carvão ativado no sistema de tratamento, tecnologia usada para remover substâncias que alteram cheiro e sabor da água. A concessionária afirmou que a causa estaria relacionada ao baixo nível do Rio Jaguari, o que aumenta a concentração de compostos naturais no manancial. A empresa informou ainda que não há indícios de contaminação e que a água segue própria para consumo. Porém, ouvintes da CBN Campinas ainda relatam o cheiro de mofo e o gosto estranho na água.
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, a Cetesb, deve finalizar ainda nesta terça-feira os exames laboratoriais das amostras coletadas no Rio Jaguari, apontado pela Sabesp como a origem do problema.
Mesmo com a normalização informada pela concessionária, a Prefeitura adotou medidas preventivas. O município determinou a limpeza e higienização das caixas d’água de escolas e unidades de saúde e solicitou exame laboratorial para verificar a qualidade da água distribuída em Hortolândia.
