As prefeituras de Paulínia e Hortolândia criaram comitês e grupos de acompanhamento para avaliar a situação da água fornecida pela Sabesp após reclamações de moradores sobre odor e sabor.
Em Paulínia, a prefeitura se reuniu nesta terça-feira com representantes da Sabesp e do Governo do Estado para dar continuidade às tratativas sobre a qualidade do abastecimento. Desde a semana passada, moradores passaram a procurar órgãos públicos para relatar que a água apresentava cheiro de mofo e aspecto pouco límpido.
Em entrevista ao CBN Campinas nesta terça-feira, a Sabesp informou que o problema deve ter sido causado por compostos naturais do Rio Jaguari, capazes de alterar cheiro e sabor da água, sem risco à saúde. A concessionária disse ainda que a situação foi controlada com a aplicação de carvão ativado no processo de tratamento.
Mesmo após a explicação, a prefeitura informou que continuou recebendo queixas da população e que acompanha de perto as tratativas para a normalização do fornecimento. O caso passou a ser monitorado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado, pelo Departamento Municipal de Vigilância em Saúde e pela Vigilância em Saúde do Estado.
A Sabesp reforçou que moradores podem solicitar a coleta de água em casa para análise da qualidade, por meio dos canais oficiais da empresa.
Já em Hortolândia, a prefeitura criou um Comitê Municipal de Crise para monitorar os problemas de odor e sabor na água fornecida pela Sabesp. A medida foi oficializada por decreto publicado no dia 28 de abril de 2026. O objetivo é fiscalizar a atuação da concessionária, proteger a saúde pública e garantir eventual ressarcimento aos moradores.
O comitê reúne representantes do governo municipal das áreas de saúde, meio ambiente, assuntos jurídicos, serviços urbanos e vigilância sanitária, com a missão de acompanhar a situação do abastecimento e cobrar soluções.
As reclamações sobre o gosto da água começaram há pelo menos duas semanas e se intensificaram após o feriado de Tiradentes. A Sabesp informou que a água não ficou imprópria para consumo em nenhum momento e explicou que o carvão ativado em pó já havia sido aplicado. Segundo a empresa, como muitas pessoas estavam fora das cidades, o problema passou a ser percebido com mais intensidade apenas na semana passada.
A companhia afirmou ainda que a instabilidade provocada pelo baixo nível do Rio Jaguari foi controlada com ajustes no tratamento e que, apesar do cheiro forte relatado, a potabilidade da água foi mantida.
