O Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) entregou, nesta sexta-feira (10), um novo centro de Medicina Nuclear.
O local recebeu uma ampla modernização, com investimentos de cerca de R$ 15 milhões, com destaque para a atualização de uma máquina para Medicina Nuclear já existente, e de um novo equipamento mais moderno que passa a fazer parte do local.
O “SPECT/CT-CZT” é considerado um dispositivo de ponta no seu segmento, e é capaz de fazer imagens de alta qualidade do corpo inteiro, em 3D.
O equipamento é o primeiro do tipo no SUS (Sistema Único de Saúde) e em toda a América Latina.

Para o professor titular da Unicamp e pesquisador responsável pelo Cepid (Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Câncer – CancerThera), Cármino de Souza, o novo Centro representa um grande avanço para o tratamento dos pacientes.
“No sentido de que a gente possa avançar, não só na pesquisa, mas na assistência aos pacientes, tanto de exames de imagem – as melhores possíveis, as mais nítidas, as de melhor qualidade – e, a partir daí, podermos fazer a abordagem terapêutica com radiofármacos. São remédios que carregam uma molécula radioativa, em geral emissores de radiação Alfa ou Beta, para destruir células tumorais”, explicou.
O novo equipamento SPECT-CT/CZT, que atua em 360º sobre o paciente, também permite que o tempo das sessões seja até quatro vezes mais rápido em comparação com os dispositivos convencionais. É o que explica a coordenadora de Medicina Nuclear do HC, Bárbara Juarez Amorim.
“Muitos desses pacientes estão debilitados. Eles têm dores no corpo. Tem alguns exames que nós chegávamos a levar quase duas horas para fazer o mapeamento completo, do corpo todo. Com essa máquina, nós reduzimos isso imensamente. Isso é muito mais confortável e acessível para esse paciente com suas limitações. Então isso, realmente, é um ganho fantástico”, celebrou.

O novo Centro de Medicina Nuclear já está em funcionamento. Para adquirir o novo equipamento, a Unicamp investiu R$ 8,6 milhões em recursos, captados por meio do projeto de pesquisa CEPID CancerThera na Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e pelas emendas parlamentares indicadas por quatro deputados federais.
A Unicamp também captou cerca de R$ 2,1 milhões, pelas reservas técnicas do projeto CEPID, da Fapesp, que foram usados na adaptação dos espaços do Centro de Medicina Nuclear.
Outros US$ 400 mil, também provenientes da Fundação, viabilizaram a modernização do equipamento de PET/CT já existente no hospital.

