O número de reclamações sobre problemas em calçadas na região central de Campinas aumentou nos últimos anos e tem preocupado moradores, comerciantes e pedestres.
Dados do serviço 156 da Prefeitura mostram que os pedidos relacionados à infraestrutura urbana passaram de 2.749 em 2024 para 3.487 em 2025, um crescimento de 26,8%. Apenas entre janeiro e março de 2026, já foram registradas 1.331 solicitações.
Entre os principais problemas estão buracos, pedras soltas, falta de pavimentação e obstáculos que bloqueiam a passagem.
Na Rua Major Sólon, por exemplo, pedestres enfrentam calçadas estreitas, com trechos danificados e até lixeiras que impedem a circulação. Em muitos casos, é preciso caminhar pela rua, aumentando o risco de acidentes.
Situações semelhantes são registradas em outros pontos do Centro. Na Avenida Benjamin Constant, há buracos antigos que chegam a expor tubulações. Já em rampas de acessibilidade, como na Rua Doutor Ricardo, obstáculos como troncos de árvores comprometem totalmente o uso.
Moradores relatam dificuldades constantes.
“Tem vários pontos aqui que realmente incomoda bastante porque é difícil né o trânsito das pessoas […] é muito perigoso delicado”, afirmou um comerciante.
Outra moradora contou que acidentes são frequentes.
“Horrível muita gente cai […] uma senhora já quebrou o braço”, disse.
Os dados do 156 também mostram aumento expressivo nas demandas específicas sobre calçadas. Os pedidos de limpeza cresceram mais de 200%, os de reparo mais de 150% e os de pavimentação mais de 240% entre 2024 e 2025.
Responsabilidade
Em nota, a Prefeitura de Campinas informou que a manutenção, conservação e limpeza das calçadas são de responsabilidade dos proprietários dos imóveis, conforme a legislação municipal.
O município afirmou ainda que realiza notificações periódicas e pode aplicar multas em caso de descumprimento. Disse também que os pontos citados na reportagem serão avaliados pelas equipes técnicas.
