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Empresas que transportam alunos com deficiência em SP são investigadas

A Polícia Civil e a Controladoria-Geral do Estado de São Paulo investigam possíveis irregularidades no transporte de alunos com deficiência. O caso envolve um prejuízo estimado em cerca de 590

Empresas que transportam alunos com deficiência em SP são investigadas
Foto: Divulgação/EMTU

A Polícia Civil e a Controladoria-Geral do Estado de São Paulo investigam possíveis irregularidades no transporte de alunos com deficiência. O caso envolve um prejuízo estimado em cerca de 590 mil reais em recursos públicos e o suposto uso de documentos falsos por empresas contratadas em Sumaré, no interior paulista, para prestar serviço ao governo do estado. 

Nesta quinta-feira, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Sumaré e Campinas, além da capital paulista, cidades da Grande São Paulo e também no estado de Goiás. 

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A investigação começou após denúncia da Secretaria Estadual da Educação, que apontou suspeitas de fraude no serviço de transporte especial conhecido como “Ligado”. 

Segundo os investigadores, há indícios de uso de documentação irregular, inconsistências administrativas e possível atuação coordenada entre empresas privadas contratadas para o transporte de alunos com deficiência. 

O programa “Ligado” era operado inicialmente pela EMTU, mas, com o encerramento da empresa em 2025, a gestão passou para a Secretaria de Educação, que manteve os contratos para evitar interrupção do serviço. 

De acordo com a Controladoria, as investigações indicam que um grupo de empresas teria sido criado de forma coordenada em Sumaré para burlar regras do edital e garantir contratos com o governo. 

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Estão entre as empresas investigadas: JH Solução Transportes, Henrique’s Transportes, J&M Irmãos Transportes e C.A.C Transportes. Todas foram abertas no mesmo dia, em 2023, no mesmo endereço. 

Ainda segundo a apuração, documentos usados para comprovar capacidade técnica teriam sido falsificados e emitidos por empresas ligadas a familiares, no estado de Goiás. 

A estimativa é de um prejuízo potencial de mais de 590 mil reais. 

Durante a operação, foram apreendidos documentos, computadores e registros financeiros que agora serão analisados. 

A investigação continua para confirmar as fraudes e identificar outros possíveis envolvidos. 

A Secretaria de Educação ainda não informou se houve impacto no transporte dos alunos atendidos pelo programa. 

Procuradas, três das empresas, JH Solução Transportes, Henrique’s Transportes e J&M Irmãos Transportes disseram que só vão se manifestar após ter acesso ao conteúdo completo da investigação. Já a empresa C.A.C Transportes não foi localizada. 

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