A Ypê recuou e informou, no início da noite desta sexta-feira (15), que seguirá reembolsando consumidores que quiserem pedir devolução do dinheiro ou trocar produtos suspensos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Ao longo do dia, a empresa disponibilizou no site um formulário para que clientes enviassem chave PIX para reembolso, mas afirmou durante a tarde que o ressarcimento seria suspenso. Em entrevista ao g1, o diretor-executivo jurídico e corporativo da Ypê, Sergio Pompilio, disse que a decisão da Anvisa “não obriga a empresa a fazer esse ressarcimento”.
Por volta de 16h30, o formulário foi retirado do ar e substituído por um canal de atendimento para consumidores que buscavam informações sobre os produtos suspensos. Mais tarde, a fabricante voltou a dizer que atenderá pedidos de troca ou devolução do dinheiro.
A mudança ocorreu após a Anvisa suspender temporariamente a obrigação de recolhimento imediato dos produtos, enquanto avalia um plano de ação que será apresentado pela empresa.
O g1 fez a solicitação por meio do site da empresa e, em seguida, recebeu um e-mail confirmando o registro do pedido. “Em breve, a resposta será enviada por e-mail ou telefone”, informa a mensagem.
O formulário também solicita dados pessoais como nome completo, CPF, telefone e endereço. Há ainda um campo para o envio de eventuais notas ou cupons fiscais dos produtos.
O caso começou após inspeções realizadas na fábrica da empresa em Amparo, em conjunto com órgãos de vigilância sanitária paulista.
Segundo a Anvisa, foram identificadas falhas em etapas críticas do processo produtivo, incluindo problemas nos sistemas de controle de qualidade, equipamentos com sinais de corrosão e armazenamento inadequado de resíduos de produtos.
A agência também informou que a bactéria Pseudomonas aeruginosa foi encontrada em mais de 100 lotes de produtos acabados da marca.
O que diz a Ypê
A Ypê contesta as conclusões da Anvisa. A empresa afirma que a inspeção não encontrou contaminação nos produtos comercializados e diz que as imagens divulgadas da fábrica mostram áreas que não têm contato com os itens vendidos ao consumidor.
A fabricante também sustenta que o uso normal dos produtos reduz drasticamente qualquer carga bacteriana e afirma que não há registros na literatura médica de infecções causadas por roupas lavadas com detergentes domésticos contaminados.
