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Jovens, velozes e alcoolizados: o perfil das mortes no trânsito de Campinas em 2025

Balanço foi apresentado pela Emdec, no lançamento da campanha "Maio Amarelo" 2026
trânsito
Foto: Kevin Kamada/CBN Campinas

O excesso de velocidade e direção sob efeito de álcool foram as principais causas de acidentes fatais no trânsito de Campinas no ano passado.

Segundo a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), 50 pessoas morreram em decorrência do excesso de velocidade em 2025, e 45 após a ingestão de bebida alcoólica.

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Quando considerados os dados da combinação entre álcool e direção, foram 18 casos registrados do tipo no ano passado.

Esses dois fatores foram os principais causadores de mortes no trânsito de Campinas, e motivaram o lançamento da campanha “Maio Amarelo – No Trânsito, Enxergar o Outro é Salvar Vidas”.

Ao longo de todo o ano passado, 142 pessoas morreram no trânsito de Campinas, índice 5,3% menor em relação a 2024.

O indicador passou a considerar os óbitos registrados em até 30 dias após os sinistros, seguindo os padrões adotados no Brasil e no exterior.

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De acordo com a Emdec, os três primeiros meses de 2026 mostraram uma redução sustentada no número de mortes no trânsito de Campinas.

Nas vias urbanas, a queda foi de 63%. Quando somadas as vias urbanas e as rodovias, a redução foi de 40% no período

Ainda nos primeiros três meses do ano, as mortes de motociclistas em vias urbanas também caíram 67%.

Para o presidente da Emdec, Vinícius Riverete, os resultados mostram o avanço da consciência do motorista e da fiscalização de infrações.

“E a gente vai continuar fazendo o trabalho. Eu acredito que a fiscalização faz parte disso, as campanhas educativas e as obras de segurança viárias que têm sido feitas para melhorar, cada vez mais, a fluidez viária. É importante que as pessoas respeitem as normas, andem no limite da velocidade, para que a gente possa conseguir fazer o nosso trabalho juntamente com a população”, comentou.

O boletim da Emdec também mostra que os motociclistas foram as principais vítimas fatais no período – 50,7% do total. O índice subiu 5,9% em relação a 2024.

Na sequência aparecem os acidentes fatais com pedestres, 31,7% das vítimas com morte, e 4,7% maior que no ano anterior.

Os levantamentos também mostram que os jovens de 18 a 29 anos foram 29% das vítimas fatais.

Na opinião do diretor de Operações do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), Ronaldo Rodrigues Filho, nenhuma morte no trânsito pode ser aceitável.

“Segurança viária precisa ser uma política de Estado com metas claras e um monitoramento e responsabilidade compartilhadas. Acima de tudo, precisamos mudar essa lógica: nenhuma morte no trânsito é aceitável. Reduzir é possível desde que haja atuação coordenada e baseada nas evidências”, opinou.

Entre os destaques positivos, a Emdec também afirma que a Avenida John Boyd Dunlop registrou 43% menos mortes em 2025, em relação a 2024.

No ano passado, a autarquia realizou 295 blitze que identificaram 10.900 condutas de risco. A chamada “Operação Pela Vida”, que pune a direção sob efeito de álcool, realizou três operações integradas com a Guarda Municipal, que resultaram em 1.000 testes de alcoolemia e nove autuações.

Ao longo do mês de maio, a Emdec vai intensificar os trabalhos de fiscalização com um calendário de ações de conscientização para os motoristas.

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