Uma mulher de 21 anos foi presa em flagrante por racismo, neste domingo (24), após ofender um guarda civil municipal durante uma ocorrência de tráfico de drogas, em Limeira. Segundo a Guarda Civil Municipal, ela tentou interferir na ação para facilitar a fuga do irmão, de 28 anos, preso por tráfico.
A prisão do homem aconteceu no bairro Antônio Simonetti. De acordo com a corporação, o suspeito resistiu à prisão, precisou ser algemado e foi encaminhado à Santa Casa para exame de corpo de delito.
Após retornar à delegacia, familiares do preso chegaram ao local e começaram uma discussão com os guardas municipais. Ainda segundo a GCM, a irmã do suspeito tentou interferir na ocorrência, agrediu fisicamente um dos agentes e passou a ofender outro guarda com insultos racistas.
Conforme o relato da corporação, a mulher afirmou que o agente “não deveria usar farda” e também o chamou de “macaco”.
Ela acabou presa em flagrante por racismo, crime considerado inafiançável pela legislação brasileira.
A mulher e o irmão permaneceram detidos na delegacia e devem passar por audiência de custódia nesta segunda-feira (25), quando a Justiça decidirá se eles continuarão presos ou responderão aos crimes em liberdade.
O homem preso por tráfico precisou ser levado novamente ao hospital após, segundo a Guarda Municipal, se ferir dentro da cela. Ele teve lesões leves, foi atendido e retornou à delegacia.
Em nota, a Prefeitura de Limeira repudiou o caso de racismo contra o guarda municipal. Segundo a administração, “atos de discriminação racial atentam contra a dignidade humana, violam os princípios constitucionais da igualdade e do respeito, e configuram crime previsto na legislação brasileira”.
