A Polícia Federal vai receber, na próxima terça-feira, dia 30 de junho, representantes da associação de familiares das vítimas do voo 2283 da Voepass, que caiu em Vinhedo.
A reunião vai tratar da preparação e da previsão de entrega do relatório final do inquérito sobre o acidente, que deixou 62 mortos em agosto de 2024.
O advogado que representa 130 parentes das vítimas acompanha o encontro. Integrantes da associação também participam da reunião. O grupo acompanha o caso nas frentes jurídica e institucional.
Depois do encontro, está prevista uma agenda com a imprensa, às 15h30 da tarde, na sede da Polícia Federal em Campinas, no bairro Botafogo. O advogado vai falar sobre o estágio das investigações, os possíveis desdobramentos e a expectativa de responsabilização.
O relatório da Polícia Federal é visto pelas famílias como um passo importante para o avanço das apurações. Na área cível, a maior parte das ações individuais já avançou para acordos com a empresa.
O acidente aconteceu em 9 de agosto de 2024, quando um avião que saiu de Cascavel, no Paraná, e seguia para Guarulhos caiu em Vinhedo, na região de Campinas.
Eram 62 pessoas a bordo, entre passageiros e tripulantes. Ninguém sobreviveu. A aeronave caiu dentro de um condomínio. Não houve feridos entre os moradores.
Durante o voo, o avião parou de responder à torre e perdeu o contato poucos minutos antes da queda. Não houve pedido de socorro.
O relatório preliminar do Cenipa apontou que a aeronave enfrentava condições favoráveis à formação de gelo em voo. Também houve alertas de perda de velocidade antes da queda, o que indica perda de sustentação. Mesmo assim, a causa do acidente não foi concluída.
A Agência Nacional de Aviação Civil cassou o certificado de operador aéreo da Voepass, que tinha base em Ribeirão Preto. A medida suspendeu as operações da empresa e ocorreu depois de uma série de questionamentos sobre segurança e procedimentos internos, levantados ao longo das investigações do acidente.
