A morte trágica de Maria Eduarda, uma jovem de 21 anos que perdeu a vida após sair de casa para vivenciar uma experiência radical, desfechou não apenas o luto familiar, mas também uma onda subsequente de violência virtual. Desde o último sábado, data em que se confirmou o falecimento, os perfis da jovem nas redes sociais tornaram-se alvo de investidas de caráter misógino e de teor sexualizado. Enquanto os familiares e amigos enfrentam a dor da perda, homens transformaram o espaço digital e a imagem da vítima em objeto de piadas, desejos e crueldades diversas, escancarando debates sobre os limites da violência de gênero e o tratamento do corpo feminino na esfera pública.
