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CPI dos kits de robótica recomenda indiciamento de ex-secretário em Limeira

A CPI dos kits de robótica de Limeira aprovou por unanimidade o relatório final das investigações. Agora, o documento será enviado ao Ministério Público, à Polícia Federal, aos tribunais de

CPI dos kits de robótica recomenda indiciamento de ex-secretário em Limeira
Foto: Câmara de Limeira

A CPI dos kits de robótica de Limeira aprovou por unanimidade o relatório final das investigações. Agora, o documento será enviado ao Ministério Público, à Polícia Federal, aos tribunais de contas e a outros órgãos de controle.

Entre as conclusões da comissão está a recomendação para que o ex-secretário de Educação André Luiz de Francesco seja indiciado. O documento também pede o aprofundamento das investigações envolvendo o ex-prefeito Mario Botion, além de ex-integrantes do governo municipal e da empresa responsável pelo fornecimento dos equipamentos, a Life Tecnologia Educacional.

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A CPI foi instaurada em novembro do ano passado e trabalhou por mais de sete meses. Nesse período, os vereadores analisaram documentos, ouviram testemunhas e apuraram a contratação de kits de robótica, livros paradidáticos e licenças de tecnologia para a rede municipal de ensino.

Segundo a CPI, há elementos que apontam possíveis prejuízos aos cofres públicos, além de suspeitas relacionadas aos valores contratados e à condução do processo licitatório.

Operação Coffee Break

O caso também é alvo de uma investigação da Polícia Federal. As apurações envolvem um contrato de R$ 10,7 milhões firmado pela Prefeitura de Limeira com a empresa Life Tecnologia Educacional.

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Durante a Operação Coffee Break, realizada em novembro do ano passado, agentes federais cumpriram mandados de busca em endereços ligados ao ex-prefeito Mario Botion e à empresa fornecedora dos kits. Documentos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos.

Os investigadores apuram suspeitas de superfaturamento e possíveis irregularidades na relação da empresa com administrações municipais.

A defesa de Mario Botion sustenta que a licitação ocorreu dentro da legalidade. Já a Life Tecnologia Educacional informou, à época da operação, que não se manifestaria sobre o caso.

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