O depoimento de um homem que estava com Maria Eduarda Rodrigues de Freitas no dia do acidente reforçou a suspeita de falhas na organização do salto que terminou na morte da jovem, em Limeira.
Ele foi ouvido pela Polícia Civil nesta terça-feira e contou que viajou com Maria Eduarda para participar da atividade. O homem também fez o salto antes dela.
Segundo o relato, o grupo responsável era desorganizado. A polícia tenta entender, a partir desse depoimento, como era feita a preparação dos participantes antes dos saltos.
Outras duas testemunhas ouvidas disseram que integrantes do grupo tentaram deixar o local depois da queda.
Os três instrutores presos também prestaram depoimento. Dois relataram que eram responsáveis por prender as cordas antes dos saltos, mas não conseguiram explicar como era feita a divisão de tarefas nem quem fazia a checagem final dos equipamentos.
O terceiro disse que foi chamado para ajudar a posicionar os participantes na modalidade conhecida como aviãozinho, a escolhida por Maria Eduarda.
A investigação também tenta localizar uma câmera usada no salto. O equipamento havia sido contratado à parte e pode ter registrado a preparação antes da queda.
Maria Eduarda caiu de uma altura de cerca de 40 metros na Ponte do Esqueleto, no limite entre Limeira e Cordeirópolis, no sábado.
Três homens seguem presos e foram transferidos para o Centro de Detenção de Guarulhos. A defesa informou que vai pedir habeas corpus e contesta a acusação de homicídio com dolo eventual.
A Polícia Civil pediu a prorrogação do prazo para concluir o inquérito, por considerar o caso complexo.
