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Geração de empregos desacelera em Campinas e setor de serviços sustenta saldo positivo

Em entrevista ao CBN Campinas desta terça-feira (2), a economista Eliane Rosandisk, da PUC Campinas, detalhou e explicou os motivos desses números.
Geração de empregos desacelera em Campinas e setor de serviços sustenta saldo positivo
Foto: Arquivo/CBN Campinas

O mercado de trabalho formal em Campinas segue com saldo positivo em 2026, mas apresenta sinais de desaceleração em relação ao ano anterior. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o município fechou o mês de abril com a criação de 494 vagas com carteira assinada. Em entrevista ao CBN Campinas desta terça-feira (2), a economista Eliane Rosandisk, da PUC Campinas, detalhou e explicou os motivos desses números.

A redução na geração de vagas no comércio chamou a atenção da economista por ocorrer fora de um padrão esperado para o período. De acordo com a economista, abril costuma ser impulsionado por datas importantes para o varejo, como a Páscoa, o que torna o desempenho atípico.

“A gente olha Campinas, depois olha São Paulo e olha Brasil, em todos teve uma queda muito grande do comércio e não seria tão típico assim pro mês de abril, por quê porque abril tem festa, tem páscoa. Se a gente olhar com o retrovisor, a gente vai ter um maio aí que nós tivemos um dia das mães com muita com muita demanda shoppings lotados, comércio de rua lotado, então é interessante entender o que que significa esse movimento”, explica Rosandisk.

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Perda de ritmo também aparece na comparação mensal, os dados indicam ainda uma desaceleração em relação ao mês anterior. Em março, Campinas havia registrado 2.392 novas vagas formais, o que reforça a percepção de que houve uma perda de fôlego na geração de empregos ao longo de abril. Já no acumulado de janeiro a abril, a cidade mantém saldo positivo, mas também com desaceleração no ritmo de contratações.

  • 2026: cerca de 6.641 vagas criadas
  • 2025: cerca de 8.452 vagas criadas

Apesar do cenário de desaceleração, a economista destaca que alguns setores estratégicos da economia mostram sinais de resistência, como a indústria, que resiste e sinaliza expectativas.

“Sempre olho pro setor industrial como sendo um pequeno farolzinho, uma pequena lanterna, do que tá acontecendo em termos de expectativas a despeito desse cenário absolutamente conturbado do que a gente tá vivendo. Então nós estamos vendo, por exemplo, em termos mais agregados, sem olhar aqui pro nosso município, nós estamos vendo a indústria alimentícia com uma certa uma certa força aí na geração de emprego, setor automotivo com uma força importante, então isso dá um alento aí de que nós nós estamos tendo uma economia resiliente”, afirma.

Já a construção civil apresenta um comportamento diferente. Segundo a especialista, o setor passa por uma fase de estabilização após um período de forte expansão em 2025. O desafio, segundo Rosandisk, é manter novos empreendimentos ativos para evitar queda mais acentuada no emprego, cenário que depende diretamente das condições de crédito e do nível de investimento.

Confira a entrevista completa no YouTube da CBN Campinas

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*Sob supervisão de Sandra Lambert

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