O grupo responsável pelo salto que terminou na morte de uma jovem de 21 anos cobrava R$ 180 por participante. Após o acidente, os perfis ligados à atividade foram apagados das redes sociais.
Os responsáveis usavam camisetas com os nomes Entre Cordas e Ih Voei. Segundo a polícia, não se tratava de empresas formalizadas, mas de grupos informais de praticantes que organizavam eventos havia cerca de um ano, sem autorização oficial.
A vítima, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, foi lançada sem a corda de segurança de uma altura de cerca de 40 metros, na Ponte do Esqueleto, na zona rural de Limeira. Ela morreu no local.
A investigação aponta que houve falha grave na checagem dos equipamentos. A corda ficou no chão da plataforma e não foi presa ao corpo da jovem.
Diferença entre rope jump e bungee jump
Apesar de parecidos, rope jump e bungee jump são práticas diferentes.
No bungee jump, a pessoa salta presa a uma corda elástica. Essa corda estica com a queda e faz o corpo descer e subir algumas vezes, como um efeito de quicar, até parar.
Já no rope jump, a corda não é elástica. Ela é semelhante à usada em escalada. Depois da queda, o sistema segura o corpo de forma mais brusca e provoca um movimento em arco, como um pêndulo.
Outra diferença importante está na segurança.
Empresas que trabalham com essas atividades costumam seguir protocolos rígidos, com checagem dupla ou até tripla dos equipamentos antes do salto.
No caso de Limeira, segundo a Polícia Civil, essa conferência não foi feita antes da queda de Maria Eduarda.
A prática de esportes como esses envolve risco alto e depende diretamente da correta instalação e verificação dos equipamentos. O caso segue sob investigação.
