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Saiba quem são os presos em operação do MP que investiga plano do PCC para atacar promotor em Campinas

Uma operação realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público resultou na prisão de três pessoas investigadas por suposta participação em um esquema

Saiba quem são os presos em operação do MP que investiga plano do PCC para atacar promotor em Campinas
Foto: Divulgação/BAEP

Uma operação realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público resultou na prisão de três pessoas investigadas por suposta participação em um esquema ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

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As apurações apontam que o grupo teria atuado tanto no planejamento de um atentado contra um promotor de Justiça de Campinas quanto na obtenção de informações sigilosas dentro do Ministério Público.

As prisões temporárias foram cumpridas em Campinas e na cidade de Cardoso, no interior paulista. Além das detenções, equipes do Ministério Público executaram dez mandados de busca e apreensão, sendo nove na metrópole e um em Cardoso.

Quem são os alvos da operação:

  • Policial Civil – Maurício Aparecido de Oliveira, policial civil que já chefiou a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas e atualmente atuava no 1º Distrito Policial do município. Segundo a investigação, imagens obtidas pelos promotores mostram que ele se reuniu, dias antes da deflagração da operação que impediu o atentado contra um integrante do Gaeco em agosto de 2025, com um homem apontado como um dos responsáveis pela execução do plano criminoso.

Os investigadores agora apuram se informações restritas sobre as investigações em andamento foram compartilhadas com integrantes da facção criminosa. O Grupo EP tenta localizar a defesa dele.

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  • Ex-estagiário: Outro alvo da operação é um advogado que, à época dos fatos investigados, estagiava em uma promotoria criminal do Ministério Público em Campinas. De acordo com o Gaeco, ele teria utilizado o acesso a sistemas internos da instituição para identificar pessoas investigadas com elevado poder financeiro e, posteriormente, exigir pagamentos em troca de uma suposta proteção contra ações do Ministério Público.

A suspeita dos promotores é de que o então estagiário tenha ingressado na instituição já com a intenção de obter dados sigilosos para favorecer atividades ilícitas. A linha investigativa ganhou força após a análise do celular de Maurício Silveira Zambaldi, conhecido como “Dragão”. No aparelho, foram encontradas mensagens que mencionavam a cobrança de R$ 500 mil para impedir que informações sobre ele chegassem ao conhecimento do Gaeco.

A partir desse material, os investigadores identificaram a possível participação do ex-estagiário. Conforme o Ministério Público, ele deixou a promotoria poucas semanas depois de operações que tiveram “Dragão” como alvo e passou a trabalhar em um escritório de advocacia da região de Campinas, endereço que também foi alvo de buscas nesta terça-feira. O nome do ex-estagiário não foi divulgado.

  • Ex-policial: O terceiro preso é um ex-policial civil suspeito de colaborar com o esquema investigado. Segundo o Ministério Público, ele teria auxiliado o ex-estagiário na obtenção e utilização das informações sigilosas.

O ex-agente possui antecedentes relacionados a crimes cometidos durante a carreira policial. Em 2008, ele foi preso e posteriormente expulso da Polícia Civil após ser condenado por extorsão. Na ocasião, conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, ele e outros dois policiais teriam exigido dinheiro de um suposto líder do tráfico para libertar uma mulher presa em uma investigação sobre drogas.

A operação desta terça-feira é mais um desdobramento das investigações que buscam identificar a atuação de integrantes do PCC e de possíveis colaboradores infiltrados em órgãos públicos, especialmente em estruturas ligadas ao sistema de Justiça.

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