Um incidente médico registrado durante um voo da Azul que seguia para Campinas mobilizou a tripulação na noite da última quarta-feira. De acordo com informações, o comandante da aeronave passou mal enquanto operava o voo AD2966, que fazia o trajeto entre Curitiba (PR) e o Aeroporto Internacional de Viracopos.
Durante o percurso, o piloto teria sofrido uma convulsão, o que exigiu a atuação imediata do copiloto, que assumiu os controles da aeronave. O voo seguiu sem intercorrências e o pouso foi realizado com segurança em Campinas.
Segundo os dados do trajeto, a aeronave decolou da capital paranaense às 20h50 e aterrissou em Viracopos às 21h42. Nenhum passageiro ficou ferido e a operação ocorreu dentro dos protocolos previstos para situações de emergência a bordo. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o estado de saúde do comandante.
Em nota, a Azul informou que um dos tripulantes precisou de atendimento médico. O profissional recebeu suporte de um médico que estava a bordo da aeronave no momento da ocorrência. O voo prosseguiu normalmente e o avião pousou em Viracopos em total segurança.
Já a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos confirmou que o comandante do voo 2966 da Azul solicitou pouso de emergência após o copiloto apresentar um quadro convulsivo, na noite de quarta-feira. A pista foi reservada para atendimento da ocorrência por parte das equipes do aeroporto.
Disse ainda que a aeronave pousou sem maiores intercorrências e a operação de pousos e decolagens do aeroporto não foi impactada. Após acessar a aeronave, a equipe médica da concessionária informou que a situação do copiloto encontrava-se estável. No entanto, ele foi encaminhado ao ambulatório de Viracopos para realização de avaliações médicas.
Este não é o primeiro episódio semelhante envolvendo voos da companhia. Em julho de 2025, um piloto da Azul também apresentou problemas de saúde durante uma viagem internacional que seguia de Portugal para Campinas. Na ocasião, o copiloto assumiu a condução da aeronave e realizou um pouso alternativo no Recife (PE) para que o comandante recebesse atendimento médico.
Casos de incapacitação de pilotos em voo são considerados raros, mas já foram registrados por outras companhias aéreas. Um dos episódios mais conhecidos ocorreu em fevereiro de 2024, quando uma aeronave da Lufthansa que seguia para a Espanha permaneceu por cerca de dez minutos em piloto automático após o copiloto passar mal. O comandante estava fora da cabine no momento e precisou retornar para reassumir o comando da operação.
