A Polícia Civil deve avançar nesta terça-feira na investigação da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jumping em Limeira.
Entre as principais movimentações do dia está o depoimento de um homem que estava com a jovem no momento da atividade e chegou a saltar antes dela. A oitiva é considerada importante para esclarecer como era feita a preparação dos participantes.
Outro foco da investigação é a tentativa de localizar uma câmera usada no salto. Segundo a delegada responsável pelo caso, Andréia Levy, o equipamento pertencia ao grupo que organizava a atividade e era cobrado à parte. A polícia procura uma testemunha que teria visto o momento em que essa câmera foi retirada após a queda.
Até agora, oito pessoas já foram ouvidas. Entre elas, integrantes do grupo Entre Cordas, que organizava o evento, além de uma enfermeira que tentou prestar socorro e um policial.
Três homens seguem presos. O caso foi registrado como homicídio com dolo eventual, quando há entendimento de que houve risco assumido.
Ao todo, cerca de 100 pessoas estavam no local no dia do acidente.
A Polícia Civil tem prazo inicial de 10 dias para concluir o inquérito, mas a delegada já informou que deve pedir a prorrogação, por causa da complexidade do caso.
Paralelamente à investigação, órgãos públicos discutem medidas para impedir o acesso à Ponte do Esqueleto.
Representantes das prefeituras de Limeira e Cordeirópolis se reuniram com a Secretaria do Patrimônio da União. A Prefeitura de Cordeirópolis afirmou que o acesso pelo município já era bloqueado e deve ser reforçado, além de defender a demolição da estrutura.
Já a Prefeitura de Limeira informou que havia feito intervenções para impedir a entrada na área e pediu apoio da União para reforçar a fiscalização.
A Secretaria do Patrimônio da União se comprometeu a instalar placas de aviso e novas barreiras físicas, além de discutir uma solução definitiva para o local, que pode incluir a remoção da ponte.
