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Polícia tenta encontrar câmera que Maria Eduarda carregava durante salto mortal na Ponte do Esqueleto

A Polícia Civil de Limeira busca saber onde está a câmera que a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, segurava durante o salto de uma ponte de

Polícia tenta encontrar câmera que Maria Eduarda carregava durante salto mortal na Ponte do Esqueleto
Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Limeira busca saber onde está a câmera que a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, segurava durante o salto de uma ponte de cerca de 40 metros de altura, em Limeira, no último sábado, e que culminou na morte dela após os responsáveis pela atividade radical não colocarem a corda de segurança na vítima para o salto de “rope jumping ” que é quando a pessoa salta e faz um pêndulo em queda livre.

Rafael Goulart, estava no local com planos de saltar e afirmou ter visto uma pessoa da equipe de aventura retirar o equipamento do corpo de Maria Eduarda

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A delegada responsável pelo caso, Andrea Levy, disse que a câmera era de propriedade do grupo que vendia as atrações radicais e que cobrava R$ 180,00 pela locação da câmera. As imagens poderiam colaborar com as investigações.

Os três instrutores que seguem presos já foram ouvidos e afirmaram não saber onde a câmera possa estar. Em depoimento, eles também não souberam explicar o motivo de não terem colocado a corda de segurança ao equipamento que já estava colocado no corpo da jovem.

O advogado Rafael Gomes dos Santos, que representa o trio, afirmou que o “rope jumping” não é regulamentado, mas também não é proibido. Segundo ele, eventos semelhantes já foram realizados no local sem intervenção do poder público. O defensor informou ainda que a atividade de sábado reunia cerca de 100 participantes e classificou o caso como uma “triste fatalidade”, destacando que os envolvidos praticam o esporte há anos sem histórico de acidentes.

A Ponte do Esqueleto fica às margens de uma rodovia que liga Limeira a Cordeirópolis, e pertencia a um trecho nunca implantado da antiga Rede Ferroviária Federal.

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Segundo o Governo Federal, o processo de incorporação da ponte à Secretaria de Patrimônio da União (SPU) foi autorizado em 2026.

Nesta segunda-feira, representantes do Governo Federal estiveram na região para tratar da ponte com os dois municípios.

Após o encontro, a prefeitura de Cordeirópolis afirmou que o acesso à ponte está bloqueado há anos, mas fará o reforço do bloqueio. A administração também defendeu a demolição da estrutura.

Já a prefeitura de Limeira disse que se comprometeu a reabrir as valetas para buscar dificultar o acesso ao local uma vez que elas já tinham sido abertas, mas estavam tapadas. Disse ainda que solicitou que a Polícia Federal passe a monitorar a área já que trata-se de uma área de domínio federal. Por fim, informou que, com relação a uma possível demolição da estrutura, o governo irá estudar a possibilidade.

A Polícia Civil deve ouvir nos próximos dias outras pessoas. Nessa segunda, além dos três presos, outros três do grupo de “rope jumping” Entre Cordas foram ouvidos, além de uma enfermeira que estava no local e tentou fazer os primeiros socorros.

Nessa terça a delegada deve ouvir um homem que estava com Maria Eduarda e saltou antes dela. Ela também procura alguma testemunha que teria visto o momento em que uma câmera foi retirada da vítima após a queda.

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