O caso envolvendo o vereador Vini Oliveira avançou nesta terça-feira (30) na Câmara de Campinas. A defesa prévia do parlamentar foi protocolada às 15h20, dentro do prazo estabelecido pela Comissão Processante que apura eventual prática de infrações político-administrativas relacionadas aos vídeos em que ele aparece recebendo envelopes durante uma reunião em uma empresa ligada ao transporte público da cidade.
O documento foi assinado pelos advogados Haroldo Cardella e Luciano Stringeti Silva de Almeida e agora será analisado pelos integrantes da Comissão Processante, formada pelos vereadores Paulo Haddad, do PSD, presidente; Otto Alejandro, do PL, relator; e Dr. Yanko, do PP. A comissão tem até cinco dias para decidir se há elementos para que a apuração prossiga ou se a denúncia deve ser arquivada.
Caso os vereadores entendam que o processo deve ser encerrado, a decisão ainda precisará ser submetida ao plenário da Câmara. Já a continuidade dos trabalhos não depende de votação dos demais parlamentares. Se o processo seguir adiante, será aberta a fase de instrução, com coleta de provas e demais diligências previstas no rito legal.
A Comissão Processante foi aberta após a divulgação de vídeos que mostram Vini Oliveira recebendo envelopes em uma empresa vinculada ao setor de transporte coletivo. O conteúdo dos materiais nunca foi oficialmente confirmado. A abertura da investigação foi aprovada por unanimidade pelos vereadores da Câmara.
Paralelamente, a Corregedoria do Legislativo também conduz um procedimento para apurar eventual quebra de decoro parlamentar. O caso ainda é alvo de investigação do Ministério Público e da Polícia Civil, que realizaram operação conjunta com cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao vereador e a empresas citadas na apuração.
Vini Oliveira nega qualquer irregularidade. Em manifestações públicas, afirma que recebeu apenas documentos relacionados ao sistema de transporte público de Campinas, defende a apuração dos fatos e já declarou ser favorável à quebra de seu sigilo bancário.
A Comissão Processante tem prazo de 90 dias para concluir os trabalhos, contados a partir de 17 de junho. Caso a apuração seja mantida, o relatório final, com eventual recomendação de cassação ou arquivamento, precisará ser apreciado pelo plenário da Câmara até 15 de setembro de 2026.
