A organização criminosa alvo da Operação Lavoslav usava o WhatsApp e a indicação de clientes para vender anabolizantes produzidos clandestinamente. Segundo a Polícia Federal, o esquema funcionou por pelo menos dez anos e atendia tanto consumidores finais quanto compradores em atacado.
A operação foi deflagrada nesta quarta-feira (29) pela Polícia Federal, com apoio do BAEP da Polícia Militar de Piracicaba. As investigações apontam que o grupo importava ilegalmente matéria-prima da Ásia, Europa e América do Sul para fabricar os produtos em laboratórios clandestinos instalados em Cosmópolis e Boa Vista, em Roraima.
De acordo com a PF, as vendas aconteciam em uma rede fechada, baseada principalmente em indicações. A estratégia dificultava a identificação dos envolvidos e o rastreamento das negociações.
As apurações também revelaram que os responsáveis pela manipulação das substâncias não possuíam formação técnica compatível com a atividade. Mesmo assim, produziam os anabolizantes que eram distribuídos para diferentes estados sem controle sanitário ou prescrição médica.
A investigação começou após a identificação de importações feitas com documentos e endereços falsos. Segundo a Polícia Federal, o grupo usava empresas de fachada, contas bancárias em nome de terceiros e remessas pelos Correios e transportadoras.
Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão em São Paulo, Cosmópolis, Boa Vista e Rio de Janeiro. Os investigados poderão responder por organização criminosa, contrabando, comércio de medicamentos sem registro na Anvisa, falsidade ideológica e uso de documento falso.
