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Caso Maria Eduarda: Ministério Público denuncia quatro presos por homicídio com dolo eventual 

MP sustenta que os investigados tinham conhecimento dos riscos e deixaram de adotar cautelas necessárias
Caso Maria Eduarda: Ministério Público denuncia quatro presos por homicídio com dolo eventual 
Foto: Redes sociais

O Ministério Público (MP) de São Paulo acusou Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, lançada sem cordas durante um salto de rope jump, na Ponte do Esqueleto, em Limeira. 

Os quatro foram indiciados por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar, acompanhando a conclusão do relatório final do inquérito policial. 

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Na denúncia, o Ministério Público sustenta que os responsáveis pela execução do salto “tinham pleno conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar cautelas necessárias”, como a conferência da conexão da corda de segurança e a realização da dupla checagem dos equipamentos. 

Após essa etapa, a Justiça decidirá se os réus vão a júri popular. Os quatro acusados seguem presos. 

Soltura de dois investigados

O Ministério Público pediu também a soltura de João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins. No documento, o MP afirma que não há elementos suficientes para responsabilizar os dois investigados e, por isso, concorda com o arquivamento em relação a eles.  

Segundo o órgão, o próprio relatório final da Polícia Civil já havia apontado ausência de indícios de autoria, o que tira o fundamento da prisão temporária.   

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Por isso, o Ministério Público pediu a expedição de alvará de soltura. Apesar disso, a decisão final ainda depende da Justiça. 

A defesa informa que João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva segue preso e aguarda a análise do pedido. Já outro advogado diz que conseguiu decisão favorável em segunda instância e tenta acelerar o cumprimento, que deve sair por São Paulo e não por Limeira. 

Investigações

Outro ponto destacado no processo é o desaparecimento da câmera usada no salto. O Ministério Público afirma que o equipamento foi retirado do corpo da vítima por um integrante da equipe que não foi identificado até agora.   

Maria Eduarda tinha 21 anos e morreu no dia 13 de junho, depois de cair de uma altura de cerca de 40 metros durante um salto de rope jump. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu. 

*Sob supervisão de Felipe Pereira

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