O Ministério Público pediu a soltura de João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins no caso da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, após salto na Ponte do Esqueleto, em Limeira.
A manifestação foi anexada ao processo na noite desta terça-feira.
No documento, o MP afirma que não há elementos suficientes para responsabilizar os dois investigados e, por isso, concorda com o arquivamento em relação a eles.
Segundo o órgão, o próprio relatório final da Polícia Civil já havia apontado ausência de indícios de autoria, o que tira o fundamento da prisão temporária.
Por isso, o Ministério Público pediu a expedição de alvará de soltura. Apesar disso, a decisão final ainda depende da Justiça.
A defesa informa que João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva segue preso e aguarda a análise do pedido. Já outro advogado diz que conseguiu decisão favorável em segunda instância e tenta acelerar o cumprimento, que deve sair por São Paulo e não por Limeira.
O caso envolve duas investigações.
No primeiro inquérito, o Ministério Público denunciou Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves por homicídio qualificado.
A organizadora Evelyne dos Santos Gonçalves também foi denunciada pelo mesmo crime, além de fraude processual, por suspeita de tentar interferir em provas.
Já no segundo inquérito, que analisou outros integrantes do grupo, o MP acompanhou o entendimento da polícia e não viu elementos para acusar João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva, Gabriel Barros Martins, Kauê Felipe Silva Silveira e Luís Gustavo de Oliveira.
Outro ponto destacado no processo é o desaparecimento da câmera usada no salto. O Ministério Público afirma que o equipamento foi retirado do corpo da vítima por um integrante da equipe que não foi identificado até agora.
A investigação também aponta que a jovem foi lançada da ponte sem a corda de segurança presa ao corpo.
Maria Eduarda tinha 21 anos e morreu no dia 13 de junho, depois de cair de uma altura de cerca de 40 metros durante um salto de rope jump. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu.
