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Comissão mantém processo que pode levar à cassação do vereador Vini Oliveira

A Comissão Processante (CP) da Câmara de Campinas decidiu nesta quinta-feira (2) dar continuidade à apuração contra o vereador Vini Oliveira (Cidadania). Ele é acusado de infrações político-administrativas relacionadas à

Comissão mantém processo que pode levar à cassação do vereador Vini Oliveira
Foto: Álvaro Jr/Câmara Municipal de Campinas

A Comissão Processante (CP) da Câmara de Campinas decidiu nesta quinta-feira (2) dar continuidade à apuração contra o vereador Vini Oliveira (Cidadania). Ele é acusado de infrações político-administrativas relacionadas à licitação do transporte coletivo.

O colegiado, formado por Paulo Haddad (PSD, presidente), Otto Alejandro (PL, relator) e Dr. Yanko (PP), aprovou por unanimidade o relatório. No documento, Alejandro afirma que, “apesar dos argumentos da defesa, os indícios levantados pela denúncia demandam aprofundamento das investigações” e que o prosseguimento é necessário “em face da gravidade dos indícios apresentados e da necessidade de esclarecimento dos fatos.”

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A CP foi aberta após a divulgação de vídeos que mostram Vini Oliveira recebendo envelopes em uma reunião realizada na Smile Turismo, uma das empresas que venceu o pregão que escolhe as novas operadoras do transporte coletivo de Campinas. A abertura da investigação foi aprovada por unanimidade pelos vereadores da Câmara.

Com a decisão, a CP entra na fase de instrução processual, que prevê coleta de provas, definição de testemunhas e oitivas. Entre os materiais que deverão ser requisitados estão os vídeos divulgados pela imprensa e os que estão com autoridades que investigam o caso.

O prazo legal para conclusão dos trabalhos é de 90 dias, contados a partir da notificação – feita em 17 de junho. O relatório final, com eventual recomendação de cassação ou arquivamento, deverá ser apresentado e votado em plenário até 15 de setembro de 2026.

A defesa do vereador foi novamente procurada pela reportagem, mas não houve retorno.

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Defesa alegou manipulação de imagens

Na última terça-feira (30), a defesa de Vini Oliveira havia protocolado parecer técnico do perito Ricardo Molina, sustentando que os vídeos que embasam a denúncia foram editados e manipulados, sem registro de dinheiro nos envelopes recebidos pelo parlamentar. O vereador nega irregularidades e afirma que os materiais continham apenas documentos.

O caso também segue em apuração pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, que já cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar e às empresas citadas.

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