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Confusão marca aula magna de Fernando Haddad na Unicamp

A segurança do evento retirou os manifestantes do teatro e, depois, do campus. Não há registro de feridos
Fernando Haddad
Imagem: Estevão Mamédio/g1 Campinas

Uma confusão durante a fala do ex-ministro e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), interrompeu uma aula magna na Unicamp, em Campinas, na noite desta quinta-feira. 

O tumulto começou quando integrantes do Movimento Brasil Livre, o MBL, se manifestaram no meio da apresentação, que tratava dos desafios econômicos do Brasil. Houve empurrões, troca de socos e correria dentro do Teatro de Arena, que estava cheio. 

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Entre os manifestantes está um que se intitula como Matheus Unicamp, que atua principalmente nas redes sociais. Ele relatou que foi derrubado com uma rasteira durante a confusão e afirmou que integrantes do grupo foram agredidos. 

A segurança do evento retirou os manifestantes do teatro e, depois, do campus. Não há registro de feridos. 

Uma equipe do portal g1 Campinas acompanhava o evento. Haddad disse ao público que não entendeu o que havia sido dito durante o protesto. Ele seguiu com a aula, afirmou que está em preparação para a campanha eleitoral e deixou o local sem falar com a imprensa. 

Outro integrante do MBL disse que o objetivo da ação era questionar uma suposta campanha antecipada, além de fazer críticas à atuação de Haddad como ex-ministro. 

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A Polícia Militar informou que foi acionada, mas não precisou intervir porque a situação já estava controlada pelos organizadores. 

Durante a noite, a Unicamp informou não ter detalhes sobre o episódio. A assessoria de Haddad também foi procurada oficialmente, mas preferiu não se pronunciar. 

Antes da confusão, Haddad criticou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) estadual que reduz o orçamento de universidades e da Educação em São Paulo, permitindo que parte do valor seja destinada para a Saúde.  

A PEC, de autoria do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi aprovada em novembro de 2024 na Assembleia Legislativa de São Paulo. A medida reduziu a obrigatoriedade de investimento do Estado na Educação, de 30% para 25% da receita. 

Na sequência, o pré-candidato apontou insegurança quanto ao decreto que garante um repasse mínimo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) à Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp). 

O que diz a Unicamp

“A Reitoria da Universidade Estadual de Campinas condena veementemente os atos de violência e tumulto registrados no transcurso da aula magna realizada na noite de 2 de julho, no Teatro de Arena da Universidade. A interrupção, por meio de agressões, de uma atividade acadêmica aberta à comunidade é inaceitável e contraria os princípios mais fundamentais da instituição.

A Unicamp reafirma seu compromisso histórico com a liberdade de expressão, o pluralismo de ideias e o debate qualificado — valores essenciais de qualquer universidade pública e da própria democracia. Divergências políticas e ideológicas são bem-vindas e devem ser expressas dentro do respeito mútuo e das regras do debate acadêmico, jamais por meio de violência ou intimidação.

A Reitoria informa que apura os fatos ocorridos e adotará as medidas cabíveis, em conjunto com as instâncias internas competentes. A Universidade permanecerá um espaço livre, seguro e plural para a construção do conhecimento e o exercício da cidadania.“

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