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Jovem de Capivari está desaparecido na França há mais de 25 dias

Um brasileiro, natural de Capivari, na região, está desaparecido há mais de 25 dias na França. Bruno Fernando Rego, de 28 anos, viajou para a Europa em busca de melhores

Jovem de Capivari está desaparecido na França há mais de 25 dias
Foto: Arquivo pessoal

Um brasileiro, natural de Capivari, na região, está desaparecido há mais de 25 dias na França. Bruno Fernando Rego, de 28 anos, viajou para a Europa em busca de melhores condições de trabalho para ajudar no tratamento da filha de 4 anos.

Segundo os familiares, Bruno conseguia enviar dinheiro para custear os cuidados da menina, que ficou com sequelas neurológicas após um engasgo.

Na França, ele trabalhava de forma independente. Não tinha residência fixa, mas alugava duas casas de apoio nos arredores de Paris, de onde saía para trabalhar. Apesar da rotina intensa, a irmã Bruna Rego afirma que desaparecer sem dar notícias nunca fez parte do comportamento dele.

O desaparecimento foi percebido por um amigo brasileiro, também de Capivari, que mantinha contato diário com Bruno por chamadas de vídeo. Depois de não conseguir falar com ele no domingo, dia 5 de julho, o amigo avisou a família.

Segundo a irmã, Bruno saiu apenas com a roupa do corpo. Roupas, documentos pessoais, incluindo o passaporte, e outros pertences ficaram na casa onde ele estava hospedado.

Desde então, o telefone dele deixou de receber ligações e mensagens, e o número passou a aparecer como inexistente.

A família também informou que Bruno trabalhava com um carro alugado, equipado com rastreador. No entanto, até agora, a polícia francesa não informou se conseguiu localizar o veículo.

Beatriz apontou que a França possui o ‘direito de desaparecer’, quando um adulto pode simplesmente decidir se afastar, sem que isso configure crime, e que por isso a polícia local não aceitou que os amigos de Bruno fizessem a queixa. Como nenhum familiar estava na França, Beatriz, que mora em Portugal há quase quatro anos, informou que registrou o boletim de ocorrência no país luso para que as autoridades portuguesas o encaminhassem à polícia francesa.

A irmã acredita que, devido à burocracia, o boletim possa ter sido aberto em uma categoria equivocada de desaparecimento na França, atrasando as investigações.

Beatriz afirmou que forneceu à polícia o modelo e a placa do carro alugado por Bruno, mas até o momento não houve busca pelo proprietário ou pela empresa de rastreamento. Além disso, a irmã disse que as autoridades francesas não entraram em contato com os amigos do jovem indicados como testemunhas.

A reportagem tentou contato com as autoridades francesas por meio do Ministério do Interior da França, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem.

O Ministério das Relações Exteriores, responsável pela Embaixada do Brasil na França, declarou que tem conhecimento do caso e presta assistência consular aos parentes, intermediando o contato.

No entanto, o Itamaraty afirmou que não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros.

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