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Operação da PF mira quadrilha de roubo de cargas de carne e cumpre mandados na região

Ao todo, a operação nacional prevê o cumprimento de 179 mandados de busca e 93 de prisão
PF
Foto: Divulgação/Polícia Federal

As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal (PF) fazem nesta quarta-feira a Operação Força Integrada III em 14 Estados do país. A ação envolve o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em investigações sobre organizações criminosas. 

Na região, a ofensiva faz parte da Operação Argenti Lardum, coordenada pela FICCO de Campinas. Os trabalhos ocorreram em cidades como Araras, Guarulhos, Ribeirão Pires, São Paulo e Apucarana, no Paraná.  

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Em Araras, o 10º Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar prestou apoio no cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão domiciliar no endereço de um investigado. A ação resultou na apreensão de objetos que vão servir para o andamento das investigações e na prisão do suspeito.

Segundo a Polícia Federal, o foco é desarticular um grupo que atuava no roubo e furto de cargas de carne bovina durante o transporte entre estados.  

A investigação aponta que, depois dos crimes, as cargas eram levadas para locais definidos previamente. Nesses pontos, os criminosos retiravam rastreadores e faziam a transferência da mercadoria para contêineres refrigerados. 

O esquema também tinha uma estrutura organizada para armazenar, fracionar e distribuir a carne roubada, inclusive com uso de notas fiscais falsas para dar aparência de legalidade aos produtos. 

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As apurações identificaram pelo menos 11 roubos entre março e setembro do ano passado. Parte dos motoristas simulava ser vítima de assalto, mas, na prática, entregava os caminhões de forma combinada com a quadrilha. 

A organização era dividida em diferentes núcleos, com funções como comando, logística, execução dos crimes e transporte. 

Ao todo, a operação nacional prevê o cumprimento de 179 mandados de busca e 93 de prisão, além de outras medidas determinadas pela Justiça. 

A FICCO reúne forças de segurança federais e estaduais para atuação conjunta contra o crime organizado, em modelo de força-tarefa coordenada pela Polícia Federal. 

O nome Argenti Lardum vem do latim e faz referência ao esquema investigado na operação, que envolve o roubo e a venda ilegal de cargas de carne para obtenção de lucro. A expressão combina os sentidos de dinheiro e carne, indicando a relação entre o produto alvo dos crimes e o ganho financeiro obtido com a atividade ilegal.

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