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Técnicos do Cenipa coletam peças para investigar queda de avião em Mogi Mirim

Acidente ocorreu na quarta-feira; piloto tinha experiência e preparava ascensão profissional
CENIPA
Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Técnicos do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) estiveram na manhã desta quinta-feira (30) no local da queda do avião experimental em Mogi Mirim.

Eles fizeram medições e coletaram peças que vão embasar a investigação. O Cenipa faz parte do Comando da Aeronáutica, e faz uma apuração sobre as causas aéreos, buscando identificar fatores que provocaram acidentes.

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O caso ocorreu por volta das 16h30 desta quarta-feira, a cerca de 700 metros da pista do Aeroporto de Mogi Mirim.

A equipe do Corpo de Bombeiros foi a primeira do socorro especializado a chegar no local. Os detalhes foram dados pelo Sargento Fernando Costa.

“Demorou cerca de 10 minutos para finalizar o combate ao fogo. Infelizmente, a vítima já estava em óbito”, descreveu.

O corpo de Leonardo Bezerra Pinheiro, de 25 anos, foi carbonizado. Ele ajudou a formar diversos pilotos e vinha se preparando para trabalhar em uma empresa comercial. Ele era identificado como um profissional muito experiente, como afirmou o dono da escola de aviação, Gerson Martinez.

“É um cara que trabalha com a gente há dois anos. Ele é muito profissional. Nunca tive nenhum indício de ele ter cometido nenhum erro. Toda a documentação dele estava em ordem”, afirmou.

Leonardo não teria informado o motivo do voo, e pediu para que o avião fosse abastecido com uma quantidade acima do comum para os voos que realizava.

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“Talvez porque o tempo esteja mudando, vindo alguma chuva, ele foi fazer um voo sozinho, um voo local. Talvez para ter um pouco mais de segurança, fazer uma arremetida, ir para outro aeroporto ou mesmo ter que ficar um pouco mais de tempo esperando o vento passar. Pode ter sido isso, mas eu não tenho certeza”, comentou.

Técnicos das Polícias Civil e Científica estiveram no local para fotografar e coletar evidências. A apuração criminal será centralizada pela Delegacia de Mogi Mirim.

O avião envolvido no acidente foi fabricado em 2004 e era um modelo “experimental”, como detalhou o piloto de avião Ênio Beal Júnior.

“Ele recebe essa classificação porque não passou pelos mesmos processos de certificação de uma aeronave certificada. Inclusive, existem diferentes níveis de classificação.

A pergunta que fica é: um avião experimental é mais perigoso do que um avião certificado? Não necessariamente. Ele pode obedecer às mesmas regras, mas ele não passou pelos mesmos critérios de certificação que exigem que ele comprove determinados requisitos.

Eu não diria que ele é mais perigoso, mas ‘o outro’ é mais seguro”, pontuou.

O trabalho do Cenipa não tem prazo para terminar e não aponta culpados. Os materiais são levados para os laboratórios em São José dos Campos e Brasília, onde vão passar por perícia para saber se houve pane mecânica.

Os responsáveis pelo abastecimento e pela manutenção também devem ser sabatinados pelo Cenipa.

Com informações de André Luiz Rosa/EPTV Campinas

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