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Tutor de ‘Poze’ detalha o ataque ao cachorro durante viagem pela Argentina

Um dos 'frentiscães' de Campinas acompanhava Giovanni Fernandes em viagem de trailer
POZE
Foto: Reprodução/Redes sociais

O tutor do Poze, um dos “frentiscães” de Campinas, usou uma rede social para detalhar o ataque ao cachorro durante uma viagem pela Argentina.

Giovanni Beringuello Fernandes é natural de Campinas, e viajou à região da Patagônia junto com a noiva em um trailer.

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O tutor diz que, como o casal era o único hospedado em um camping, afirmou que Poze e três cachorros brincavam soltos, mas com os portões fechados. Quando chamaram os animais para voltarem ao trailer, Poze não retornou.

Ele afirmou que o primeiro sinal de que algo poderia ter acontecido com Poze foi um barulho de briga ouvido pelas vizinhas do camping.

“Já tinha duas vizinhas de um hostel que ficava em frente ao nosso camping. Elas tinham ouvido os barulhos e já estavam na rua preocupadas, até curiosas para saber o que tinha acontecido. Quando a gente explicou que não estávamos encontrando o nosso cachorro, então elas disseram que minutos antes tinham escutado latidos, barulho de briga de cachorro que vinham do camping imediatamente em frente ao que nós estávamos”, relatou.

Giovanni e a noiva dizem ter procurado o dono do camping vizinho para saber mais detalhes, mas ele teria dito não ter presenciado nada.

Depois de cinco dias de sumiço de Poze, o dono do camping teria confessado o ataque de outras cachorras que ele também era tutor.

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“Depois dessa conversa, esse mesmo indivíduo foi até a vendinha de bebidas mais próxima dali e confessou para a vendedora do caixa o que tinha acontecido: que as cachorras dele mataram o Poze naquela noite. E que nós nunca encontraríamos o corpo. A gente só sabe disse porque a pessoa responsável pelo caixa foi e nos contou. Foi aí que muita coisa que estava estranha nessa história começou a fazer sentido. O que faz uma pessoa sair de carro às 21h00 em um ambiente rural, sem nada aberto, e voltar em menos de 20 minutos?”, indagou.

Giovanni afirma que o proprietário do camping teria fingido ajudar a família e feito ameaças com um revólver. O tutor disse ter registrado um boletim de ocorrência na polícia argentina.

“No dia seguinte a gente contou tudo o que sabíamos para a Polícia, levamos uma testemunha e eles toparam ir com a gente conversar com ele [proprietário do outro camping] mais uma vez. Naquele momento, a gente só queria o corpo do Poze para vivermos o luto da forma que a gente acha melhor. Ele admitiu que foram as cachorras dele que atacaram o Poze, mas ele não quis dizer o que tinha acontecido com o corpo.

Naquela hora eu olhei para o policial que estava do meu lado, e ele disse que não importava o que as cachorras tivessem feito, que ele tivesse mentido o tempo todo, porque sem um histórico de denúncias de que os cachorros dele já tinham feito isso antes, nada poderia ser feito”, descreveu.

Giovanni já retornou ao Brasil com os outros três cachorros: Flávia, Nagalli e Matuê. O casal está em contato com uma advogada e pretende adotar as medidas para responsabilizar o dono do camping envolvido no ataque ao cachorro.

Com informações do g1 Campinas

ERRATA: A versão inicial da reportagem afirmava que o cachorro havia sido encontrado morto. O paradeiro do animal ainda é desconhecido.

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