CBN Campinas 99,1 FM
- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -
Compartilhe

Ação de bloqueio contra a raiva deve ser concluída até esta quarta em Campinas

Trabalhos abrangem um raio de 300 metros a partir do Cemitério da Saudade; entenda
raiva
Foto: Fernanda Sunega/Prefeitura de Campinas

A Unidade de Vigilância em Zoonoses de Campinas realiza, nesta terça-feira (4), uma ação de bloqueio contra a raiva na região do Cemitério da Saudade.

A medida faz parte de um protocolo em resposta a um caso em uma gata no final de julho. Foi o primeiro diagnóstico de raiva animal em 10 anos.

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

A ação é realizada em um raio de 300 metros a partir do ponto onde a gata foi encontrada. Na semana passada, um trabalho de busca ativa, porta a porta, identificou 180 cães e gatos nas casas da região.

Segundo a Secretaria de Saúde, a ação também vai atender os animais de moradores que estejam com a imunização em atraso, como explicou o médico veterinário Bruno Emerson.

“Ele pode ser ampliado, dependendo do que a gente vir de situação. Tanto para a vacinação, como para situações que soubermos de pessoas que tiveram contato com o animal positivo. À princípio, vamos vacinar os que estão próximos ao Cemitério”, detalhou.

A expectativa é de que o trabalho seja concluído até esta quarta-feira. Bruno Emerson diz que a ação de bloqueio é eficaz, especialmente pelo fato de o caso de raiva identificado na gata, ser mais leve do que os registrados no passado.

“A forma predominante é a paralítica. O cão ou gato, quando contrai a raiva, pega de animais silvestres como morcegos, gambás e macacos. É diferente daquela forma de raiva ‘furiosa’ das décadas de 70, 80, que o animal saía agredindo as pessoas. Geralmente, o animal fica prostrado, como um cão com cinomose. Muito paralítico. Tanto que essa gata foi encontrada totalmente prostrada, não conseguia andar. É mais difícil um animal atacar outros animais ou outras pessoas”, pontuou.

O médico veterinário também explica que não há risco de transmissão de raiva para os seres humanos apenas pelo contato simples com cães e gatos, e pequenos animais selvagens como saruês e saguis. Para estes animais, o risco envolve casos de mordidas ou arranhões.

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

A exceção é o contato com morcegos, que deve ser evitado sob qualquer circunstância. Eles são os hospedeiros da variante do vírus causador da raiva paralítica.

Ainda segundo a Prefeitura, o funcionário da clínica veterinária ferido no ataque à gata que foi diagnosticada com raiva no Cemitério da Saudade passa bem. Ele recebeu atendimento médico e o protocolo posterior ao ferimento e não corre risco.

O município também orienta que a vacinação antirrábica segue disponível na Unidade de Vigilância de Zoonoses, e necessita agendamento prévio pelo telefone (19) 2515-7044.

Conteúdos

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -
Youtube video