Os acidentes com animais peçonhentos aumentaram em Campinas nos últimos dez anos, segundo dados da Secretaria de Saúde. Os escorpiões foram os responsáveis pela maior parte das ocorrências registradas no município nesse período.
As informações também mostram que os casos se concentram principalmente entre a primavera e o início do outono, período marcado por temperaturas mais altas e maior volume de chuvas. Segundo a Saúde, as condições climáticas favorecem a reprodução de insetos e aracnídeos e podem deslocar animais como os escorpiões, aumentando o risco de acidentes.
Entre os sintomas mais frequentes estão dor e inchaço no local da picada. As partes do corpo mais atingidas são mãos e pés. A orientação é usar luvas e calçados fechados durante atividades como jardinagem e manuseio de materiais em áreas externas.
Os dados apontam ainda que 6,5% dos acidentes ocorreram durante atividades profissionais. Jardineiros, pedreiros e catadores de materiais recicláveis aparecem entre as ocupações com mais registros.
Apesar de liderarem o número de ocorrências, os escorpiões não causaram mortes em Campinas, de acordo com a série histórica analisada. Foram registrados quatro casos com vítimas fatais envolvendo animais peçonhentos: três relacionados a ataques de abelhas e um associado à picada de uma aranha-marrom.
A Secretaria de Saúde também alertou para a maior gravidade dos acidentes em crianças de até 10 anos. Nesses casos, a recomendação é buscar atendimento em unidades que tenham soro disponível, como o Hospital de Clínicas da Unicamp e o Complexo Hospitalar Ouro Verde.
As informações fazem parte de um painel interativo criado pela Prefeitura de Campinas. A ferramenta reúne dados históricos desde 2015 e permite consultar ocorrências por tipo de animal, região da cidade, faixa etária, sexo, sintomas mais comuns e partes do corpo atingidas. O objetivo é orientar a população e auxiliar o planejamento das ações de prevenção e vigilância em saúde.
