O polo de inovação e tecnologia de Campinas deve ser fortalecido com o início da construção de um novo data center na cidade. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (20), na Fazenda Fazenda Pau D’Alho, onde será instalado o centro de dados.
A estrutura será feita por uma empresa de tecnologia desenvolvedora e operadora de data centers de hiperescala, referência na América Latina. O investimento inicial previsto é de R$ 5 bilhões, com expectativa de conclusão até 2029.
Um data center é uma estrutura que reúne servidores de alta capacidade. Esses equipamentos armazenam e processam grandes volumes de dados. Neste caso, a estrutura será voltada principalmente para inteligência artificial e computação em nuvem.
Geração de empregos
A escolha de Campinas está ligada à infraestrutura tecnológica da cidade e à proximidade com universidades e centros de pesquisa.
O impacto no mercado de trabalho deve começar já durante as obras. No pico da construção, a previsão é de cerca de 3 mil trabalhadores, entre empregos diretos e indiretos. Na fase de operação, a estimativa é de aproximadamente 650 profissionais especializados em um período de 5 anos.
A empresa Terranova afirma que pretende fazer parcerias com universidades, centros de pesquisa e instituições de capacitação da região. O objetivo é ajudar a formar profissionais para um mercado que exige mão de obra especializada.
O empreendimento também pode mudar a demanda por infraestrutura da cidade. A primeira fase terá uma subestação com capacidade de 300 Megawatt. Existe possibilidade de expansão para até 1 GigaWatt.
Promessa de usar menos água
E esse é um dos principais desafios de grandes data centers: o consumo de energia. O projeto prevê ainda um sistema de resfriamento líquido em circuito fechado. A tecnologia promete praticamente eliminar o uso de água para resfriar os processadores e reduz o consumo de energia.
O terreno tem 944 mil m². Desse total, cerca de 285 mil m² serão preservados como áreas verdes ou destinados ao município. Também estão previstas vias públicas e estruturas de tratamento de água e esgoto.
Além dos empregos, a expectativa é que a estrututa ajude a atrair novas empresas de tecnologia e fortaleça o ecossistema de inteligência artificial em Campinas.
