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Justiça condena 14 integrantes de esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC em Campinas

A Justiça de Campinas condenou 14 integrantes de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital, o PCC. A sentença foi assinada pelo juiz Caio Ventosa

PCC
Imagem: Reprodução

A Justiça de Campinas condenou 14 integrantes de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital, o PCC. A sentença foi assinada pelo juiz Caio Ventosa Chaves, da 4ª Vara Criminal, e também determinou o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e o confisco de bens e veículos usados pelo grupo.

De acordo com a decisão, a organização utilizava empresas do empresário Maurício Silveira Zambaldi, conhecido como Dragão, para movimentar dinheiro proveniente do tráfico de drogas e de outros crimes. As investigações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco.

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Durante a apuração, o Ministério Público identificou ainda um plano para matar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, integrante do Gaeco, e um comandante da Polícia Militar. Segundo a investigação, os criminosos chegaram a providenciar uma caminhonete adaptada para receber uma metralhadora calibre .50 e buscavam atiradores para executar o ataque. Apesar disso, os réus não foram condenados por esse suposto plano, porque o juiz entendeu que não houve consumação do crime.

Os condenados

  • Sérgio Luiz de Freitas Filho, conhecido como Mijão ou Xixi: 17 anos, 4 meses e 15 dias de prisão, em regime fechado;
  • Maurício Silveira Zambaldi, o Dragão: 13 anos e 9 meses de prisão, em regime fechado;
  • José Ricardo Ramos, o Zé Ricardo: 13 anos e 9 meses de prisão, em regime fechado;
  • Aline Marielle da Silva Mengaldo: 9 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado;
  • Rafael Luís dos Santos: 8 anos e 9 meses de prisão, em regime fechado;
  • Vanessa Janizelo Zambaldi: 8 anos de prisão, em regime semiaberto;
  • Maurício Conti: 7 anos de prisão, em regime semiaberto;
  • Sérgio Luiz de Freitas Neto: 6 anos e 6 meses de prisão, em regime semiaberto;
  • Ronaldo Alexandre Vieira: 6 anos e 6 meses de prisão, em regime semiaberto;
  • Eduardo Magrini, conhecido como Diabo Loiro: 4 anos e 8 meses de prisão;
  • Sidney Pandolfo: 3 anos e 6 meses de prisão;
  • Júlio Freire Pellinzzon: 3 anos de prisão, convertidos em prestação de serviços e multa;
  • Renan Ferraz Castelhano: 3 anos de prisão, convertidos em prestação de serviços e multa;
  • Bárbara Batista Borges: 3 anos de prisão por lavagem de dinheiro, com pena substituída por medidas restritivas de direitos. Ela foi absolvida da acusação de integrar a organização criminosa.

A sentença também fixou uma indenização de R$ 10 milhões. Desse total, R$ 6 milhões deverão ser pagos por Maurício Zambaldi, José Ricardo Ramos e Sérgio Luiz de Freitas Filho. Outros R$ 2 milhões ficarão sob responsabilidade de Vanessa Janizelo Zambaldi e Aline Marielle da Silva Mengaldo. Os R$ 2 milhões restantes serão divididos entre os demais condenados.

Em nota, os advogados Victor Godoy Martins e David Martins, que atuam na defesa de Maurício Silveira Zambaldi, afirmaram que receberam a decisão com tranquilidade e vão recorrer ao Tribunal de Justiça. A defesa destacou que o empresário não foi condenado por crimes contra a vida e sustenta que o patrimônio dele tem origem lícita. Os advogados também ressaltaram que a condenação é de primeira instância e ainda pode ser revista pela Justiça.

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