A praticidade tem impulsionado o setor de venda de marmitas. O estado de São Paulo já conta com mais de 120 mil negócios ligados à produção e venda dessas refeições, de acordo com um estudo realizado pelo Sebrae.
Para a jornalista Vitória Gomes, com a rotina cada vez mais corrida, ganhar tempo para ter o almoço pronto virou prioridade e ainda gastando pouco, já que compra dez marmitas por R$ 150,
A procura por refeições prontas e práticas cresce, ao mesmo tempo em que mais pessoas enxergam no setor uma oportunidade para empreender. Foi o que aconteceu com a chef de cozinha Talita Alquezar.
Segundo o levantamento do Sebrae, dos 121 mil pequenos negócios no Estado, 91,5 mil são MEIs, os microempreendedores individuais. O interior paulista representa 51% desses estabelecimentos.
O consultor de negócios do Sebrae-SP, Aldo Batista, analisa que entre os principais motivos para o crescimento no mercado de marmitas estão a busca por autonomia e independência, a complementação de renda e a vontade de transformar uma habilidade em negócio. Mas, pelo investimento inicial ser considerado baixo, a concorrência nesse setor é maior.
Segundo o consultor, a produção de refeições ainda é um mercado em crescimento.
De acordo com a pesquisa, 69% de quem entra no mercado de marmitas são empregados formais e informais, seguidos dos empreendedores formais e informais, que representam 17%. Sobre a demanda, 57% são de refeições tradicionais, 36% fitness ou saudáveis e 28% congeladas. As mulheres representam 71% à frente dos negócios.
