A Sancetur informou que colocou 320 ônibus à disposição da Prefeitura de Campinas para uma eventual operação no sistema de transporte coletivo da cidade. A manifestação foi feita por meio de ofício encaminhado ao prefeito Dário Saadi (Republicanos) nesta quarta-feira, horas após a decisão do Tribunal de Contas do Estado que anulou o leilão do transporte público realizado em março.
No documento, a empresa afirmou ter condições de disponibilizar imediatamente uma frota formada por veículos fabricados entre 2024 e 2026, além de estrutura operacional e equipes para atuar no município, caso haja interesse da administração e observados os procedimentos legais.
A Sancetur alegou que a proposta foi apresentada diante dos problemas registrados no transporte coletivo de Campinas. A empresa citou dados sobre o aumento das quebras de ônibus no primeiro semestre de 2026 e afirmou que o sistema enfrenta dificuldades operacionais que afetam os passageiros.
Segundo a empresa, os 320 veículos já estão disponíveis e não dependem de aquisição futura. A transportadora também informou que mantém estrutura operacional instalada em Campinas e capacidade para uma mobilização rápida.
No ofício, a Sancetur destacou que a iniciativa não tem o objetivo de interferir no processo de concessão do transporte coletivo nem de antecipar decisões administrativas ou judiciais relacionadas ao tema.
A empresa participou da concorrência do transporte coletivo realizada em 2026 e venceu o Lote Sul no leilão realizado na B3. No entanto, o resultado perdeu validade após a decisão do TCE, que anulou os atos posteriores à publicação do edital e determinou a realização de um novo leilão. O edital da concessão foi preservado.
A Prefeitura de Campinas informou que recebeu o ofício protocolado pela Sancetur e encaminhou o documento para análise da área técnica.
