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Audiências de instrução do Caso Maria Eduarda continuam no dia 23

Nesta quinta-feira, cinco das 17 testemunhas de acusação foram ouvidas
MARIA EDUARDA
Foto: Kevin Kamada/CBN Campinas

No primeiro dia de audiências da fase de instrução do Caso Maria Eduarda, a Justiça ouviu apenas cinco das 17 testemunhas de acusação.

A coleta dos depoimentos foi feita na modalidade híbrida. Na tarde desta quinta-feira (17), apenas um participante optou por depor presencialmente, nas dependências do Fórum de Limeira. A segunda audiência do caso foi designada para o dia 23 de setembro, às 09h00.

Fase de instrução

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Nas audiências de instrução, o juiz Guilherme Luiz Alves Lamas busca esclarecer detalhes sobre os procedimentos, modo de trabalho e condutas que podem ter contribuído com o acidente. Depois disso, ele vai decidir se encaminha ou não o julgamento a júri popular.

O caso tem quatro réus, entre pessoas que tiveram participação direta ou indireta no acidente.

Três deles estavam na rampa de lançamento e fizeram a preparação de Maria Eduarda para o salto de rope jump: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves respondem por homicídio com dolo eventual por omissão imprópria.

Já a organizadora das atividades, Evelyne dos Santos Gonçalves, responde por homicídio com dolo eventual por omissão imprópria e fraude processual.

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Nas próximas audiências, o rito prevê a coleta de depoimentos das testemunhas de acusação, seguidas pelas testemunhas de defesa e, por fim, com os acusados.

Oferecimento da denúncia

Na denúncia oferecida pelo Ministério Público, os promotores argumentaram que os acusados sabiam dos riscos envolvidos na atividade, mas deixaram de adotar medidas básicas de segurança, como a dupla checagem dos equipamentos antes do salto.

Outras movimentações

A Justiça já confirmou a continuidade das investigações financeiras sobre os valores arrecadados pelo grupo. Outras petições para encerrar o processo antes da fase de produção de provas foram rejeitadas.

Relembre o caso

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas tinha 21 anos e sofreu ferimentos graves após ser arremessada para a atividade sem nenhuma corda presa ao corpo no dia 13 de junho de 2026. Ela foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

A Ponte do Esqueleto fica localizada entre Limeira e Cordeirópolis, e o vão livre onde as atividades eram realizadas tem 40 metros de altura.

O local já tinha um extenso histórico de acidentes, como uma ciclista de 39 anos que caiu da estrutura em abril de 2024. Em agosto de 2025, duas turistas também ficaram feridas depois de cair da estrutura.

A repercussão negativa do caso fez o Governo Federal e a Prefeitura de Limeira adotarem ações para isolar o acesso à ponte.

Dias depois do acidente, o acesso a partir da área rural em Limeira ganhou cercas de arame farpado e barreiras de terra. O local também ganhou uma placa, da SPU (Superintendência de Patrimônio da União) informando a proibição de ocupação do terreno.

Audiências de instrução do Caso Maria Eduarda continuam no dia 23

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