O Cidadania suspendeu as funções do presidente da Câmara de Sumaré depois da prisão do vereador Hélio Silva em uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de tráfico de drogas na região.
Segundo o partido, a decisão foi tomada de forma imediata após a ação realizada nesta quarta-feira. Em nota, a legenda afirmou que respeita o direito de defesa, mas tem tolerância zero com práticas criminosas e disse que está à disposição das autoridades.
A investigação aponta que imóveis e empresas ligados ao vereador teriam sido usados para dar apoio ao grupo criminoso. De acordo com a Polícia Federal, entre janeiro e agosto deste ano, ele teria recebido sacolas com volumes semelhantes a dinheiro, que depois foram colocadas em um veículo oficial da Câmara.
Os investigadores também afirmaram que imóveis ligados ao parlamentar eram usados como endereço de empresas sem atividade compatível nos locais. A apuração ainda levanta a suspeita de uso de recursos de origem ilegal para financiar atividades político-eleitorais.
A operação Archimagus foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Campinas, que reúne agentes das polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar e Civil, além da Guarda Municipal de Paulínia.
Foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão em Campinas, Sumaré, Vinhedo e Jacutinga, em Minas Gerais. Um sítio investigado pode ter sido usado para armazenar drogas. A Polícia Federal também apura indícios de financiamento da compra de entorpecentes, além da distribuição para pontos de tráfico na região de Sumaré.
Em nota, a Câmara de Sumaré informou que a investigação tem caráter pessoal e que, até o momento, não há informações que relacionem o caso às atividades do Legislativo. A Casa reforçou o compromisso com a transparência e destacou que o vereador tem direito à presunção de inocência.
As defesas dos demais investigados não foram localizadas até a última atualização do caso.
