Empresas de engenharia, tecnologia e comércio de armarinhos eram usadas, segundo a Polícia Civil, para movimentar dinheiro que pode ter origem no tráfico de drogas. As empresas não tinham sede física e, de acordo com a investigação, foram criadas apenas para movimentar os recursos.
A Operação Retirada foi deflagrada nesta quinta-feira (10), após um ano de investigações. A ação foi feita pelo Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro, da Deic de Campinas, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
A investigação começou em julho do ano passado, depois da prisão de um casal suspeito de tráfico de drogas em Campinas. Durante as apurações, uma mulher foi encontrada no Jardim Nova Europa com R$ 200 mil em dinheiro vivo e comprovantes de depósitos para pelo menos cinco empresas, que somavam aproximadamente R$ 375 mil.
A análise financeira mostrou que essas empresas movimentaram cerca de R$ 200 milhões em apenas um ano. A Justiça determinou o bloqueio desse mesmo valor em contas, investimentos e outros bens ligados aos investigados.
A partir dessas informações, foram autorizados 31 mandados de busca e apreensão, cumpridos nesta quinta-feira em cidades de cinco estados: São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Goiás e no Distrito Federal. Em Campinas, foram oito endereços, além de um em Nova Odessa.
Os policiais apreenderam documentos, celulares, notebooks e dinheiro. No material recolhido, foram encontrados comprovantes de depósitos que somam aproximadamente R$ 850 mil, referentes a movimentações de apenas um mês.
A polícia agora vai analisar os documentos e equipamentos para identificar outros integrantes do esquema e seguir o caminho do dinheiro. Nesta fase da Operação Retirada, ninguém foi preso.
