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Cônsul honorário do Chipre em Indaiatuba é alvo de operação da PF sobre falsas malas diplomáticas 

Um cônsul honorário do Chipre que mora em Indaiatuba foi um dos alvos da Operação Rota Diplomática, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (23) para investigar um esquema de entrada

Cônsul honorário do Chipre em Indaiatuba é alvo de operação da PF sobre falsas malas diplomáticas 
Foto: Polícia Federal

Um cônsul honorário do Chipre que mora em Indaiatuba foi um dos alvos da Operação Rota Diplomática, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (23) para investigar um esquema de entrada irregular de mercadorias pelo Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. 

Segundo informações apuradas pela CBN Campinas, as cargas chegavam ao Brasil em nome do representante consular e eram apresentadas como malas diplomáticas. A suspeita é que a identificação diplomática fosse usada para dar aparência de legalidade ao transporte de smartphones e outros eletrônicos vindos dos Estados Unidos. 

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A investigação aponta, porém, que cônsules honorários não têm a prerrogativa de enviar malas diplomáticas. Esse tipo de remessa é protegido por acordos internacionais e destinado ao transporte de documentos e materiais oficiais entre governos e representações diplomáticas. 

Dos nove mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF nesta quarta-feira, dois foram em Indaiatuba. A Justiça Federal também determinou o bloqueio de cerca de R$ 20 milhões em bens e valores dos investigados. 

As apurações começaram em 2023. Durante a investigação, a Receita Federal apreendeu mais de 8 mil smartphones em duas remessas ligadas ao esquema. 

A PF também investiga um homem de 43 anos, morador da capital paulista e com cidadania norte-americana, apontado como suspeito de coordenar a operação. Segundo a investigação, ele utilizaria Viracopos como principal porta de entrada das mercadorias. 

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Em nota, o Itamaraty informou que não conduz investigações policiais e não tem ingerência sobre malas diplomáticas de outros países. 

Os investigados podem responder por descaminho, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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