A Corregedoria da Câmara Municipal de Campinas concluiu uma apuração contra o vereador Vini Oliveira (Cidadania) e recomendou a suspensão do mandato por 60 dias, com perda dos vencimentos durante o período.
A investigação foi aberta após uma representação do vereador Benê Lima (PL). Segundo a Câmara, a denúncia trata de um vídeo em que Vini Oliveira cita o nome de Benê e atribui a ele uma conduta considerada ofensiva à honra, além de mencionar servidores ligados ao gabinete do parlamentar.
Após a análise do caso, o corregedor Carlinhos Camelô (PSB) concluiu que houve infração ética e disciplinar e apresentou um Projeto de Resolução propondo a suspensão temporária do mandato de Vini Oliveira. A Presidência da Câmara tem até 30 dias para colocar a proposta em votação no plenário.
Além desse procedimento, Vini Oliveira também responde a uma Comissão Processante que investiga supostas infrações político-administrativas relacionadas à atuação dele em reuniões com uma empresa de transporte durante um processo licitatório.
No fim de agosto, a comissão formada pelos vereadores Paulo Haddad (PSD), Otto Alejandro (PL) e Dr. Yanko (PP) aprovou por unanimidade o relatório final que recomenda a cassação do mandato de Vini Oliveira.
O documento concluiu que houve quebra de decoro parlamentar e uso indevido da atividade de fiscalização. Segundo o relatório, o vereador se reuniu com uma empresa interessada em um processo licitatório para obter informações que seriam usadas contra concorrentes do certame.
O parecer foi encaminhado à Presidência da Câmara, que deve convocar uma sessão de julgamento até 15 de setembro. Para que Vini Oliveira perca o mandato, são necessários pelo menos 22 votos favoráveis dos vereadores.
Sobre a Comissão Processante, a defesa do parlamentar contesta as acusações. Os advogados dele apresentaram um pedido para suspender a leitura do parecer, mas a solicitação foi rejeitada.
