Apresentada à imprensa nesta segunda-feira (14), a Campinas Innovation Week é uma das oportunidades para trocar experiências e conhecer bons exemplos de empresas nacionais em crescimento, especialmente com a ajuda da tecnologia.
O evento tem um público bastante diverso, que vai desde executivos de médias e pequenas empresas até acadêmicos, pesquisadores, investidores-anjo e gestores públicos.
Cada visitante pode se inscrever em uma trilha, uma programação diferenciada de atividades, entre elas: Ecossistema, Ciência e Políticas Públicas; mas tem também a segunda, Negócios, Investimento e Varejo; a terceira, Impacto, Pessoas e Experiência; e a quarta trilha é a Conectividade.
A secretária de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, Adriana Flosi, diz que o crescimento sustentado de uma empresa depende do intercâmbio de experiências em eventos como este.
“Todo mundo quer sair daqui tendo buscado algum lead, feito alguma venda, né, potencializado o seu negócio. E aí para isso é necessário que as pessoas adquiram conhecimento, venham aqui para potencializar aquilo que elas já sabem, né, conhecer novas pessoas e trazer novas possibilidades aí para a sua empresa.”
Visitar a Campinas Innovation Week é conhecer como tecnologias de ponta estão ajudando a impulsionar negócios, mas principalmente trazer bem-estar à sociedade. Se a gente tem falado tanto nas chuvas, por exemplo, no estande da Defesa Civil nós conhecemos as mais modernas tecnologias em monitoramento do clima e como elas estão ajudando a manter a nossa região preparada aos eventos extremos.
A chefe do setor de Monitoramento e Alertas, Sueli Castiglieri, é quem nos ajuda a entender como as 35 estações da Defesa Civil estão permitindo que Campinas conheça mais a si mesma pelos seus microclimas.
“Então a gente sabe definir cada o que está acontecendo em cada região. Uma uma chuva de uns 10, 15 mm, ela pode afetar uma região que é é bastante é suscetível a deslizamentos. Então a alta temperatura, então a alta temperatura, tem as escolas, tem criança que faz exercício físico naquele determinado horário. Então a gente emite esse alerta para que as escolas tomem as devidas providências com relação a isso. A baixa temperatura, agora no período do inverno, tem a a situação dos moradores de em situação de rua. Então a gente encaminha os alertas para a Assistência Social que vai fazer todo o trabalho de de visitar ao centro e fazer o o acolhimento daquele pessoal que mora na rua.”
E a gente não poderia deixar de passar pelo estande do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), um dos maiores laboratórios do mundo especializados em estrutura dos materiais. A casa do acelerador Sirius conta os dias para a chegada de um novo filho: o Laboratório de Biossegurança Máxima “Orion”, como explica a especialista em empreendedorismo, Aline Pascon.
“Então entender completamente a estrutura dessa matéria, você consegue estudar em escalas nanométricas, a depender do dispositivo que você usa para isso, mas também fazer produção de dispositivos para a área de saúde, por exemplo, para a área de energia também, fazer protótipos para que depois possam ser, por exemplo, licenciados pela indústria. A gente tem o Orion que está em fase de construção. O Orion ele é o nosso laboratório de máxima contenção biológica, então ele é uma contenção biológica de nível 4, que é a maior que existe. Então lá a gente vai poder manipular patógenos como vírus que são extremamente perigosos e altamente transmissíveis, e ele é o primeiro no mundo que é conectado a uma linha de luz Síncrotron. Não existe nenhum outro, existem outros laboratórios de máxima contenção biológica, mas nenhum conectado à linha de luz.”
A Campinas Innovation Week segue até sexta-feira no prédio do Relógio, anexo à Estação Cultura. A entrada é pela Rua Sales de Oliveira, junto ao prédio da Emdec. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados presencialmente ou pelo site campinasinnovationweek.com.br.
