Mais de dois anos depois da explosão e do incêndio que atingiram o apartamento de um coronel reformado do Exército, em Campinas, a Justiça começou a autorizar a liberação de parte do armamento apreendido no imóvel. O caso, que ganhou repercussão nacional em 2024, revelou um arsenal com mais de uma centena de armas.
Até agora, três armas já foram liberadas para novos proprietários que comprovaram a transferência legal dos armamentos e apresentaram autorização para a posse. A medida segue uma decisão judicial que permite a liberação individual das armas registradas, desde que toda a documentação exigida seja apresentada e validada.
O armamento fazia parte do arsenal encontrado no apartamento do coronel reformado do Exército Virgílio Parra Dias. Durante as investigações, a Polícia Civil apreendeu 123 armas no imóvel, além de munições, pólvora e equipamentos utilizados para recarga. Segundo a apuração, 42 das armas encontradas não tinham registro.
A explosão aconteceu em fevereiro de 2024 e provocou a evacuação do prédio, no bairro Botafogo. Moradores precisaram deixar o edifício durante a ocorrência. Apesar do impacto da explosão e dos danos materiais provocados no local, ninguém ficou ferido.
Virgílio Parra Dias responde a uma ação penal relacionada ao caso, que ainda tramita na Justiça.
Enquanto o processo continua, a liberação das armas registradas poderá ocorrer de forma gradual. Para isso, os novos proprietários precisam comprovar que a transferência foi realizada de forma legal e cumprir todas as exigências para a posse dos armamentos.
