CBN Campinas 99,1 FM
- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -
Compartilhe

Operação investiga lavagem de dinheiro ligada à compra de distribuidora de combustíveis; mandado é cumprido em Paulínia 

Uma operação realizada nesta quinta-feira (24) cumpriu mandados de busca e apreensão em sete estados para investigar um esquema de lavagem de dinheiro que teria sido usado na compra de

Operação investiga lavagem de dinheiro ligada à compra de distribuidora de combustíveis; mandado é cumprido em Paulínia 
Receita Federal

Uma operação realizada nesta quinta-feira (24) cumpriu mandados de busca e apreensão em sete estados para investigar um esquema de lavagem de dinheiro que teria sido usado na compra de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país. Em Paulínia, foi cumprido um mandado contra uma pessoa jurídica. 

Batizada de Operação Crédito Oculto, a ação é um desdobramento da Operação Carbono Oculto e reuniu a Receita Federal, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, a Procuradoria-Geral do Estado, a Polícia Militar e a Polícia Civil. 

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Ao todo, foram cumpridos mandados em endereços ligados a 13 pessoas físicas e 19 pessoas jurídicas. Das 32 medidas judiciais, 26 ocorreram em São Paulo e as demais nos estados do Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. 

Segundo os investigadores, a apuração identificou uma rede de empresas, fundos de investimento, holdings, fintechs e empresas de fachada utilizada para ocultar a origem de recursos e os verdadeiros beneficiários de operações empresariais. 

A investigação aponta que a estrutura foi usada inicialmente para esconder o controle de uma usina sucroalcooleira no interior paulista. Depois, a mesma empresa teria sido utilizada em uma operação financeira que permitiu a aquisição de uma grande distribuidora de combustíveis. 

Entre os pontos investigados está uma operação de cerca de R$ 370 milhões em direitos creditórios da usina. De acordo com os órgãos responsáveis pela operação, a movimentação financeira teria criado um fluxo circular de recursos para dificultar a identificação dos beneficiários finais do negócio. 

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Os investigadores também apuram o repasse de R$ 100 milhões que teriam sido usados para financiar a compra da distribuidora. Conforme a investigação, os valores passaram por diversas contas e empresas antes de chegarem à usina sucroalcooleira e serem incorporados a um fundo de investimento criado especificamente para a operação. 

Outro foco da apuração envolve o uso de fundos imobiliários e empresas patrimoniais para manter imóveis de alto valor sob controle econômico do grupo investigado, mas fora da titularidade direta dos envolvidos. 

Segundo a Receita Federal e o Gaeco, uma das empresas financeiras investigadas movimentou cerca de R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025. Para os órgãos de controle, o volume de recursos reforça os indícios de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro.

Conteúdos

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -
Youtube video