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Rede de filantropia vai apoiar “empreendedorismo de impacto” nos territórios de Campinas

Coalizão para o Impacto e Prefeitura lançam plano de ações com olhar para 2030
empreendedorismo
Foto: Kevin Kamada/CBN Campinas

O assunto aqui você já sabe que é inovação. Mas na prática, o que é inovar? Como a gente vê ou mede isso no dia a dia?

Um destes indicadores é a transformação de realidades na periferia, contornando vulnerabilidades e oferecendo novas oportunidades e condições de trabalho.

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Tudo isso sem nos esquecermos que esses territórios muitas vezes têm pontos de partida bem diferentes das regiões mais ricas. Desafio que só cresceu com a chegada dos eventos climáticos extremos.

Matheus Oliveira é campineiro da gema. Nasceu na região do Campo Grande e um dia sonhou com a programação. No meio do caminho, sentiu que a rota não era exatamente aquela. Descobriu talento para o videografismo e o design, e vem reescrevendo a própria história em uma startup, a “Worxbase”.

O objetivo é oferecer serviços como a construção de sites, a preços acessíveis. Mais do que oportunidades, Matheus defende que haja condições de qualquer pessoa se capacitar.

É visando capacitar mais pessoas que uma organização local formada por 12 entidades está fortalecendo laços com a Prefeitura de Campinas.

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Nesta terça (15), durante a Campinas Innovation Week, a Coalizão para o Impacto lançou o “Plano Bianual de Economia de Impacto 2026-2028”. Campinas é a primeira cidade fora das capitais a lançar uma estratégia municipal desse tipo.

O objetivo é aproximar cada vez mais o poder público e as organizações do terceiro setor. Ou, “setor 2,5”, como brinca a coordenadora local do ecossistema da Coalizão para o Impacto Campinas, Thaís Colicchio.

Segundo a Coalizão para o Impacto Campinas, de 2022 a julho deste ano, a entidade apoiou 119 negócios, que receberam aporte de R$ 2,3 milhões para ações diretas na cidade. Outros R$ 7,6 milhões em capitais também foram destravados.

Tudo isso é resultado de uma articulação entre empresas que entendem como investir em negócios sociais pode ajudar o desenvolvimento socioambiental.

Hoje, são 12 organizações como Instituto Helda Gerdau, Instituto Itaúsa, Somos UM, Cosan, Fundação Educar, Fundação FEAC, Fundação Grupo Boticário, Instituto Beja, Instituto Humanize, Instituto Sabin, RD Saúde.

Uma delas é o Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), uma rede de empresários, investidores e organizações de filantropia que há 14 anos acredita no “empreendedorismo de impacto”.

O objetivo é transformar realidades nos territórios, valorizando histórias e trazendo exemplos bem sucedidos em outros polos como Brasília, Fortaleza, Belém, Paranaguá e Porto Alegre.

A coordenadora de programas no ICE, Fernanda Bombardi, explica que o objetivo é entender que não há como resolver um problema social, sem uma visão integrada da origem dele.

Bonito mesmo é ver a oportunidade chegando a cada vez mais pessoas. Sonhos que viram renda e emancipação há sete anos na Ozipa Criativa.

O berço foi a união de mentes criativas do Parque Oziel, entre eles o Jeff Rodrigues, que conta que sonho pode sim virar um negócio profissional.

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